Destruição profetizada de Damasco iminente?

Por Hal Lindsey - www.worldnetdaily.com e www.hallindsey.com

 

Um surpreendente relatório publicado pelo Jane’s Defense Weekly confirma rumores de uma explosão em julho numa base militar síria em al-Safir, próximo a Aleppo, em que “dúzias” de engenheiros iranianos foram mortos juntamente com seus colegas sírios.

A Síria originalmente desmentiu os relatórios da explosão dizendo que teria sido gerada pelo calor do deserto causando a detonação acidental de um estoque de explosivos.

O Jane’s relatou que a explosão foi na verdade detonada enquanto os engenheiros estavam encaixando uma ogiva química em um míssil Scud-C. A explosão e o fogo liberaram enorme quantidade dos agentes neurotóxicos VX e gás sarin, bem como do agente empolante gás mostarda.

O Ministro de Segurança Interna de Israel, Avi Ditcher, disse aos repórteres esta semana que “o Irã entrou em cooperação estratégica com a Síria sobre o desenvolvimento de armas convencionais e não-convencionais”, completando, “Os iranianos são muito fortes na Síria”.

O Presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad está preparando a Síria para cobrir seu flanco, caso a guerra exploda entre Israel e o Irã por causa do arsenal nuclear de Teerã. Ahmadinejad está evidentemente apostando que Síria elimine Israel enquanto o Irã se enquadra contra os Estados Unidos. Caso Irã e Israel se enfrentassem, um ou outro inevitavelmente deixaria de existir. Israel não teria escolha senão aniquilar o Irã antes que o Irã aniquilasse Israel.

A “Opção de Sansão” de Israel recebe seu nome do juiz bíblico que se sacrificou a fim de levar seus inimigos com ele. No evento dessa destruição iminente, o plano retaliatório de Israel envolve levar o Oriente Médio consigo.

Como a experiência do Iraque provou é possível sobreviver a uma guerra contra os Estados Unidos. Os termos da “Opção de Sansão” de Israel significam que o mesmo não é verdade para uma guerra contra Israel envolvendo o uso de armas de destruição em massa.

Do ponto de vista de Ahmadinejad, se alguém tem que ser martirizado para a causa dos Mahdi, por que não a Síria? Dois mil e quinhentos anos atrás, o profeta hebreu Isaías profetizou a destruição de Damasco. Essa profecia se torna mais fascinante pelo fato de que permanece sem cumprimento na história.

Damasco é a mais antiga cidade continuamente habitada da terra. Apesar de ter sido conquistada muitas vezes, seu status como centro econômico e cultural da antiguidade a preservou intacta até hoje.

Mas Isaías predisse que Damasco iria um dia enfrentar a destruição total: “Eis que Damasco será tirada, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas”, ele escreveu em Isaías 17.1.

O profeta também predisse que a destruição de Damasco virá em um tempo em que “a glória de Jacó” terá começado a diminuir (verso 4), em um momento em que Israel está em grande perigo de ser sacudida “como uma oliveira”, deixando somente umas poucas azeitonas “na mais alta ponta dos ramos”.

Isaías profetiza que, quando a destruição de Damasco acontecer, haverá “bramido dos grandes povos” e “rugido das nações” mas fugirão sob a repreensão de Deus.

Parece claro a partir dos eventos recentes que a Síria está preparando armas químicas e biológicas, e possivelmente alguma forma de armamento nuclear para usar em alguma futura guerra contra Israel. A Síria e o Irã têm suprido o Hezbollah com o armamento ofensivo mais atual desde a guerra de junho de 2006.

É improvável que Israel se recoste e espere por um ataque químico ou de gás da parte de Damasco. Não é provável também que espere até que Ahmadinejad possa usar a Síria para flanqueá-los no evento de um conflito com o Irã. Então o número de ataques israelenses contra alvos sírios provavelmente aumentará até que ou Israel destrua a ameaça ou a Síria responda militarmente. Se a Síria atacar com armas de destruição em massa, pode esperar uma massiva resposta nos mesmos termos.

A profecia bíblica não faz concessões a uma total guerra não-convencional de aniquilação de Israel pelo Irã, entretanto. Ezequiel prediz que a participação do Irã na invasão de Gogue-Magogue como parte de uma aliança liderada pela Rússia, não uma aliança regional com a Síria. Tanto Irã quanto Israel são listados como participantes desse futuro conflito.

Mas a Síria não está.

A Síria não está listada entre qualquer dos vários protagonistas profetizados a participar nos conflitos dos últimos dias.

Isaías descreve a destruição de Damasco nos mesmos termos que seriam usados hoje para descrever os efeitos de um total, aberto e descontrolado ataque retaliatório israelense contra um ataque de gás pela Síria.

“Ao anoitecer eis que há pavor, mas antes que amanheça já não existe” (Isaías 17.13-14).

Assad deveria reconsiderar suas opções – enquanto ainda lhe restam algumas.