12 Chaves para Entender Israel na Bíblia

Por Clarence H. Wagner Jr. – www.bridgesforpeace.com

Quando viajo pelo mundo viajando por Bridges for Peace, eu freqüentemente ouço muitas das mesmas perguntas várias e várias vezes. Quer seja na África do Sul ou no Canadá, na Austrália ou no Brasil, no Reino Unido ou nos Estados Unidos, uma coisa que os Cristãos querem ter é um resumo das passagens chave sobre Israel e o povo Judeu. Deus tem muito a dizer sobre Seu povo da Aliança e Sua Terra, Israel.

A Terra de Israel é o único lugar na terra que Deus diz possuir em termos de propriedade que pode ser transferida (É claro, nós sabemos que o mundo inteiro é d’Ele, mas este pedaço de terra tem um relacionamento único com Ele).Sobre Israel Ele diz: “Também a terra não se venderá em perpetuidade, porque a terra é minha; pois vós sois estrangeiros e peregrinos comigo” (Levítico 25.23).

O que exatamente a Bíblia diz sobre o pedaço de terra de Deus, e quem tem direito a ele?

Quando chegamos à questão Israel-Palestina dos dias modernos, as pessoas freqüentemente perguntam “Que direito exatamente têm Israel e o povo Judeu sobre essa terra?” Argumentos são continuamente apresentados relativos ao direito dos Palestinos e ao direito dos Israelenses que parecem lógicos às pessoas os apresentam. Mas uma questão básica ainda continua na mente quando ouço os muitos pontos de vista conflitantes a respeito a esse pedaço de terra: “Quem tem a definitiva autoridade para determinar os direitos quanto a esse pedaço especial de propriedade?”

A resposta bíblica a essa pergunta é que somente Deus determina os “direitos” que qualquer de nós tem. Algo é certo ou errado por causa de decreto Divino, não de sentimento humano ou de razão humana. A existência de Deus antes da criação do universo e da humanidade Lhe dá o direito de determinar nossos “direitos”.

A moralidade existe porque Deus existe. A autoridade existe porque Deus existe. E, Onipotente Deus já determinou os direitos de Israel e do povo Judeu sobre a terra que pertence a Deus e que foi cedida a eles.

Vamos olhar juntos o que Ele tem a dizer sobre a Terra de Israel, o povo que Ele escolheu para possuí-la e por que:

Chave 1: A Terra de Canaã, renomeada para Israel pelo Senhor, foi dada por Deus a Abraão e seus descendentes como possessão eterna.

Em Gêneses 12:7a, nós lemos: “E apareceu o Senhor a Abrão, e disse: À tua descendência darei esta terra”.

Em Gêneses 13:15 Ele repetiu Sua promessa quando disse: “Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência, para sempre”. Ele disse a mesma coisa em Gêneses 15:18: “...à tua descendência tenho dado esta terra...”.

Chave 2: O dádiva de Deus dessa Terra para Abraão e seus descendentes foi baseada em uma aliança incondicional do próprio Deus.

Gêneses 17:7-8 declara: “E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti. E te darei a ti e à tua descendência depois de ti, a terra de tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão e ser-lhes-ei o seu Deus”.

O sinal dessa aliança para Abraão e seus descendentes era a circuncisão. Duas vezes nesta passagem, Deus menciona a natureza eterna dessa aliança. Há alguns hoje que dizem que essa aliança era condicional, que era baseada na fidelidade de Israel a Deus. A Bíblia ensina diferentemente.

Em Salmos 89:30-37 nós lemos: “Se os seus filhos deixarem a minha lei, e não andarem nos meus juízos, se profanarem os meus preceitos, e não guardarem os meus mandamentos, então visitarei a sua transgressão com a vara, e a sua iniqüidade com açoites. Mas não retirarei totalmente dele a minha benignidade, nem faltarei à minha fidelidade. Não quebrarei a minha aliança, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi. A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim. Será estabelecido para sempre como a lua e como uma testemunha fiel no céu”.

Jeremias 31:35-36 declara: “Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para luz da noite, que agita o mar, bramando as suas ondas; o Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre”.

Concordamos que Deus prometeu julgar Seu povo se eles O desobedecessem. Isso é verdade para todos nós. Entretanto, não concordamos com aqueles que dizem que a desobediência de Israel os privaria de sua dádiva da terra e de seu status nacional como um povo. Deuteronômio 28 mostra que o pronunciamento por Deus de bênção ou maldição somente afetou a qualidade de vida dos Israelitas, que era condicionada à sua fidelidade. No entanto, a promessa da terra não estava baseada no desempenho de Israel, mas no juramento e no caráter de Deus – Ele não mente.

Deuteronômio 30 mostra que antes de entrarem na Terra Prometida, Ele sabia que eles violariam Seus estatutos e seriam expulsos no futuro. Ainda assim, também declara que Ele os traria de volta para a terra que Ele havia dado aos seus antepassados (veja a chave 8).

Chave 3: A Terra foi dada a Abraão e seus descendentes como parte da bênção redentora de Deus para o mundo.

Em Gêneses 12:1-3 nós lemos: “ORA, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Israel foi estabelecido no centro do mundo antigo, e todos os transportes e comunicações entre os continentes tinham que passar por seu território para alcançar os outros. Ao fazê-lo, os viajantes, mercadores e comerciantes, e até os exércitos, encontravam os Filhos de Israel.

Eles foram escolhidos para três propósitos: adorar a Deus em sua terra e mostrar ao mundo a bênção de servir o único Deus verdadeiro; receber, registrar e transmitir a Palavra de Deus (através deles nós temos a Bíblia); e finalmente, ser o canal humano para o Messias de quem recebemos a nossa Salvação. Para que Deus proteja Seus propósitos para os Filhos de Israel na Terra de Israel, Ele prometeu abençoar aqueles que abençoassem Abraão e seus descendentes e amaldiçoar quem os amaldiçoasse.

Chave 4: Essa terra não foi dada aos descendentes de Ismael (um ancestral dos povos Árabes), mas aos descendentes de Isaque.

Não tenho ressentimentos contra os filhos de Ismael, nem quero ser cruel com nossos amigos árabes. Entretanto, tenho que ser fiel ao que a Bíblia ensina. O próprio Abraão considerava Ismael como um possível descendente a quem Deus daria essa terra. Em Gêneses 17:18, Abraão disse a Deus: “Quem dera que viva Ismael diante de teu rosto!” Mas a resposta de Deus foi, e é, muito clara. Em Gêneses 17:19, Deus responde a Abraão: “Na verdade, Sara, tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”.

Deus prometeu abençoar Ismael e torná-lo uma grande nação: “E quanto a Ismael, também te tenho ouvido; eis aqui o tenho abençoado, e fá-lo-ei frutificar, e fá-lo-ei multiplicar grandissimamente; doze príncipes gerará, e dele farei uma grande nação” (Gêneses 17:20). No entanto, a linhagem promessa da aliança em relação à Terra passaria através de Isaque, não Ismael: “...Em Isaque será chamada a tua descendência” (Hebreus 11.18).

Chave 5: Essa Terra não foi dada a outros filhos de Abraão, mas somente a Isaque.

Depois que Sara morreu, Abraão teve seis outros filhos com Quetura, bem como outros com suas concubinas, que são os ancestrais de muitos dos povos Árabes hoje. Entretanto, a aliança da Terra não era para eles: “Porém Abraão deu tudo o que tinha a Isaque; mas aos filhos das concubinas que Abraão tinha, deu Abraão presentes e, vivendo ele ainda, despediu-os do seu filho Isaque, enviando-os ao oriente, para a terra oriental” (Gêneses 25.5-6). Note que Abraão até mesmo mandou esses filhos embora da Terra de Canaã.

Chave 6: Essa Terra e a aliança foram dadas somente ao filho de Isaque, Jacó, e seus descendentes, não a Esaú e seus descendentes.

Jacó recebeu o direito de primogeniture de seu pai, Isaque. Em Gêneses 28:4, Isaque disse a Jacó: “E te dê a bênção de Abraão, a ti e à tua descendência contigo, para que em herança possuas a terra de tuas peregrinações, que Deus deu a Abraão”.

Mas não foram simplesmente as palavras de seu pai Isaque que guiaram o future de Jacó. Foi uma revelação direta do próprio Deus que convenceu Jacó de seu destino. O Senhor Deus revelou a Jacó Sua mensagem sobre essa terra. Em Gêneses 28:13-15, nós lemos:

“E eis que o Senhor estava em cima dela, e disse: Eu sou o Senhor Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; e a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão benditas todas as famílias da terra; e eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado”.

De acordo com Gêneses 36:6-9, Esaú tomou seus descendentes e todas as suas posses e foi para outra terra longe de seu irmão Jacó. Esaú viveu na terra montanhosa de Seir. A Bíblia nos diz que Esaú é Edom. Isso nos diz especificamente que os descendentes de Esaú eram os Edomitas, e Israel não era sua terra. O livro de Obadias é uma proclamação de fataliidade sobre os filhos de Esaú (Edom) por sua constante perseguição dos descendentes de Jacó (Israel): “Por causa da violência feita a teu irmão Jacó, cobrir-te-á a confusão, e serás exterminado para sempre” (Obadias 1:10).

Chave 7: Deus mandou Israel conquistar a Terra que Ele havia dado a eles.

Em Deuteronômio 1:8, nós lemos: “Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor jurou a vossos pais, Abraão, Isaque e Jacó, que a daria a eles e à sua descendência depois deles”. No lado leste do Rio Jordão, quando os Israelitas estavam prestes a entrar na Terra Prometida, o Senhor disse a Josué: “Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel. Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés. Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo. Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria” (Josué 1:2-4,6).

Josué então falou ao seu povo com estas palavras: “Nisto conhecereis que o Deus vivo está no meio de vós; e que certamente lançará de diante de vós aos cananeus, e aos heteus, e aos heveus, e aos perizeus, e aos girgaseus, e aos amorreus, e aos jebuseus” (Josué 3:10). Ele então lhes disse como o Senhor dividiria as águas do Rio Jordão para que pudessem passar para o outro lado. Foi isso que aconteceu e então o povo soube que Deus estava com eles, e eles conquistaram a terra, região por região, começando por Jericó.

A realidade do conflito pela terra de Israel não é nada novo e de forma alguma indica que Deus não esteja com o povo Judeu no que diz respeito à questão da terra hoje. Tenho ouvido Cristãos dizerem que Israel hoje não poderia ser parte do plano de Deus, porque há tanta guerra e conflitos que isso não poderia ser de Deus. No entanto, desde quando isso foi diferente? Por todo o Antigo Testamento, nações se levantaram para lutar contra o povo Judeu, os descendentes de Abraão, na Terra de Israel. Do momento em que Josué trouxe os Filhos de Israel para a Terra Prometida, foi uma luta para possuir a Terra. O Rei Davi estava obviamente em constante guerra com seus vizinhos, os Filisteus. Por que seria surpreendente que conflitos ainda acontecessem hoje? Os inimigos de Deus sempre lutaram contra Seus planos.

O profeta Zacarias torna bastante claro que nos últimos dias o próprio Deus fará de Jerusalém uma pedra de tropeço para as nações e as julgará por entenderem e apoiarem ou não os planos de Deus para Jerusalém e Israel. Se elas o fizerem, serão abençoadas; se não, serão destruídas: “PESO da palavra do Senhor sobre Israel: Fala o Senhor, o que estende o céu, e que funda a terra, e que forma o espírito do homem dentro dele. Eis que eu farei de Jerusalém um copo de tremor para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. E acontecerá naquele dia, que procurarei destruir todas as nações que vierem contra Jerusalém” (Zacarias 12:1-2,9).

Chave 8: O pecado de Israel e o subseqüente exílio da Terra não mudaram seu direito divino à essa Terra dada a eles pelo Senhor em aliança.

Muitas pessoas têm dito que a promessa de Deus de dar a Israel essa terra era baseada na fidelidade de Israel às leis de Deus, e que quando eles desobedeceram e foram enviados ao cativeiro, isso anulou a promessa de Deus. A Bíblia ensina diferente. Em Levítico 26.40-45, lemos que Deus puniria Israel por sua desobediência e os enviaria ao cativeiro. Mas, de acordo com os versos 44-45, Deus os trará de volta:

“E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles, para consumi-los e invalidar a minha aliança com eles, porque eu sou o Senhor seu Deus. Antes por amor deles me lembrarei da aliança com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito perante os olhos dos gentios, para lhes ser por Deus. Eu sou o Senhor” Em Deuteronômio 30:3-5, Deus promete: “Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o Senhor teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e te tomará dali; E o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais”.

Amós 9:14-15 troveja estas palavras marcantes: “E trarei do cativeiro meu povo Israel, e eles reedificarão as cidades assoladas, e nelas habitarão, e plantarão vinhas, e beberão o seu vinho, e farão pomares, e lhes comerão o fruto. E plantá-los-ei na sua terra, e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus”.

Alguns oponentes ao direito de Israel à terra dizem que esses versos foram cumpridos quando os Judeus retornaram do cativeiro Babilônico. Entretanto, sabemos que há outros exílios e reuniões também. Ainda assim, Amós fala de um retorno à sua antiga terra, Israel, de uma vez por todas, quando diz “...e não serão mais arrancados da sua terra que lhes dei, diz o Senhor teu Deus” (Amós 9:15). Isso nunca aconteceu na história e muitos crêem que esse retorno a Israel é o retorno final que culminará na vinda do Messias.

Chave 9: O nome dessa terra não é Palestina, mas Israel.

Dois mil e quinhentos anos atrás, o profeta Ezequiel falou da restauração de Israel a sua terra nos últimos dias. Ezequiel falou de ossos secos voltando à vida. Nunca antes na história uma nação foi destruída e espalhada por todo o mundo e então trazida de volta à vida. É um milagre e um cumprimento da profecia Bíblica. Lemos em Ezequiel 37:11-12:

“Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós mesmos estamos cortados. Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Deus: Eis que eu abrirei os vossos sepulcros, e vos farei subir das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de ISRAEL”.

Note que o nome daquela terra é ISRAEL, a terra que é tão freqüentemente chamada de “terra de Canaã” na Bíblia. Deus diz que nos últimos dias ela será chamada de ISRAEL.

O nome Palestina era um nome regional que foi imposto à área pelo Imperador Romano, Adriano, que suprimiu a Segunda Revolta Judaica em 135 AD. Ele estava tão irado com os Judeus que queria humilhá-los e enfatizar que a nação Judaica tinha perdido seu direito a uma terra natal sob a dominação Romana. O nome Palestina era originalmente um adjetivo derivado de Filistia, os arquiinimigos de Israel 1000 anos antes. Adriano também mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina segundo o nome de sua família, Aelia. Ele também proibiu os Judeus de entrarem na cidade, exceto no nono mês hebraico, Av, para lamentar sua destruição. Como ele era considerado um deus no Império Romano, esta foi sua tentativa de quebrar a aliança de Deus entre o povo Judeu e sua terra. Isso efetivamente declarou sua autoridade pagã sobre Jerusalém, que havia sido o lugar da presença do Deus de Israel. Até hoje, o nome Palestina voa na face de Israel e toda a questão pode ser fervida a uma batalha religiosa (espiritual) por uma terra cujo destino será decidido pelo Deus da Bíblia, já que esta é Sua terra (Levítico 25:23).

Yeshua (Jesus), ao descrever os sinais do fim dos tempos, disse: “... Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem” (Lucas 21:24b). Do tempo de Adriano até 1967, Jerusalém foi controlada por Gentios. Ela está agora de volta às mãos do povo Judeu, o que é um sinal de que o Messias está prestes a vir para Sião.

Chave 10: O estrangeiro (aqueles fora da aliança) viverá entre vós e será tratado com respeito.

“E edificarão (o povo da aliança de Deus) os lugares antigamente assolados, e restaurarão os anteriormente destruídos, e renovarão as cidades assoladas, destruídas de geração em geração. E haverá estrangeiros, que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros” (Isaías 61:4-5). “Mas, se deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras; se deveras praticardes o juízo entre um homem e o seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal, eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre” (Jeremias 7:5-7).

O “estrangeiro” nesses versos incluiriam os Árabes Palestinos e outros povos não Judeus que vivem na terra. Eles receberiam uma benção por viver e trabalhar na Terra de Israel, não na Terra da Palestina. Por outro lado, Israel deveria tratá-los com respeito. Por outro lado ainda, eles têm a responsabilidade de viver em paz, habitando sob as leis da terra, reconhecendo a soberania daqueles a quem ela pertence.

Isso é o que Moisés pensou: “Um mesmo estatuto haja para vós, ó congregação (de Israel), e para o estrangeiro que entre vós peregrina, por estatuto perpétuo nas vossas gerações; como vós, assim será o peregrino perante o Senhor. Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco” (Números 15:15,16).

Quando esse relacionamento é quebrado, como tem acontecido hoje, então a crise se segue. As Escrituras têm muito mais a dizer sobre a Terra na profecia, inclusive o fato de que Israel passará por muitos outros testes antes que o Messias venha para totalmente restaurar Israel como o cabeça de todas as nações.

Chave 11: O retorno do povo Judeu no final dos dias será iniciado por Deus, e seu retorno sinalizará a restauração de uma terra estéril e destruída.

O profeta Isaías falou do plano de Deus de trazer Seu povo de volta a Israel, dizendo: “E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra” (Isaías 11:12).

Quando os Judeus começaram a voltar das nações do mundo ao final do século passado, a terra estava estéril e esparsamente habitada. Nos anos 1860, o autor Mark Twain viajou no que era então uma atrasada região do Império Turco-Otomano, chamada de Palestina, e descreveu a terra, desta forma: “Em lugar algum da devastação ao redor havia um metro de sombra”. Ele chamou a terra de “uma terra assoladora, nua, sem árvores”. Sobre a Galiléia ele disse: “Não há orvalho, nem flores, nem pássaros, nem árvores. Há uma planície e um lago sem sombras, e além deles algumas montanhas estéreis”. Seu resumo da Palestina: “De todas as terras que existem com cenário espantoso, Eu acho que a Palestina deve ser a princesa. Os motes são estéreis, de uma cor maçante, pouco pitorescos na forma. É uma terra inútil, deprimente, desolada”.

A descrição se encaixa na profecia de Ezequiel das “montanhas estéreis de Israel” em Ezequiel 36:1-7. Entretanto, Ezequiel segue dizendo: “Mas vós, ó montes de Israel, produzireis os vossos ramos, e dareis o vosso fruto para o meu povo de Israel; porque estão prestes a vir. Porque eis que eu estou convosco, e eu me voltarei para vós, e sereis lavrados e semeados. E multiplicarei homens sobre vós, a toda a casa de Israel, a toda ela; e as cidades serão habitadas, e os lugares devastados serão edificados. E multiplicarei homens e animais sobre vós, e eles se multiplicarão, e frutificarão. E farei com que sejais habitados como dantes e vos tratarei melhor que nos vossos princípios; e sabereis que eu sou o Senhor. E farei andar sobre vós homens, o meu povo de Israel; eles te possuirão, e serás a sua herança, e nunca mais os desfilharás” (Ezequiel 36:8-12).

Verdadeiramente, o retorno dos Judeus de mais de 100 nações do mundo é um milagre dos dias modernos. Grandes ondas de imigrantes começaram a chegar nos anos 1880. Desde aqueles primeiros dias, os desertos têm sido reflorestados, aos campos rochosos tornados férteis, os pântanos drenados e plantados, os antigos terraços reconstruídos e as arruinadas antigas cidades restabelecidas. Israel é agora uma nação com mais de seis milhões de pessoas que exporta alimentos, que alardeia altos índices de erudição, saúde, educação e bem estar, alta tecnologia e desenvolvimento agrícola.

Chave 12: As Nações farão parte do retorno do povo e da restauração da terra.

O profeta Isaías de Israel disse: “LEVANTA-TE, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti... Certamente as ilhas me aguardarão, e primeiro os navios de Társis, para trazer teus filhos de longe, e com eles a sua prata e o seu ouro, para o nome do Senhor teu Deus, e para o Santo de Israel, porquanto ele te glorificou. E os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque no meu furor te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti. E as tuas portas estarão abertas de contínuo, nem de dia nem de noite se fecharão; para que tragam a ti as riquezas dos gentios, e, conduzidos com elas, os seus reis. Porque a nação e o reino que não te servirem perecerão; sim, essas nações serão de todo assoladas” (Isaías 60:1,9-12).

Em Romanos 11:11-14, Paulo ensina a nós Cristãos que somos enxertados na oliveira, que são as alianças, promessas e esperanças de Israel. Nós não sustentamos a árvore, mas ela nos sustenta, então não deveríamos nos jactar contra o Seu povo, Israel. No verso 28, ele nos diz que eles são amados por causa dos patriarcas. Sem a fidelidade do povo Judeu em Israel, nós não teríamos nosso exemplo, nossa Bíblia, nosso Yeshua ou nossa Salvação. Portanto, ele conclui que eles receberão “misericórdia pela misericórdia [de Deus] a vós demonstrada” (Romanos 11:31).

Paulo ensina a nós Cristãos que temos um débito a pagar para com o povo Judeu, abençoando-os de maneiras tangíveis.

Romanos 15:27 diz claramente: “Porque, se os gentios foram participantes dos seus bens espirituais, devem também ministrar-lhes os temporais”. Quão mais direto Deus pode ser com relação à nossa relação Cristã com Israel e com o povo Judeu?

O Que Isso Significa Para Nós?

O dia da restauração total de Israel está próximo. O Messias tornará isso possível e viveremos todos em paz. Até que ele venha, nós, que cremos que a Bíblia seja a Palavra de Deus e que todas as promessas de Deus se cumprirão, devemos apoiar o direito de Israel à sua terra. É um direito divino. Somos pacientes com aqueles que não crêem na Bíblia nem aceitam o direito de Israel à terra. Ainda assim, com amor por todos, devemos apoiar fortemente o direito de Israel. Não podemos fazer diferente e ter a consciência limpa. Não podemos dizer de um lado que cremos que há um Deus que revelou Sua perfeita vontade em Suas Santas Escrituras e, por outro lado, negar a Israel seu direto à terra que Deus lhe prometeu.

Nosso compromisso com Israel foi escrito pelo Salmista há muito tempo no Salmo 102:13: “Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou”. Este é esse tempo.

Novamente o Salmista nos exorta: “Orai pela paz de Jerusalém; prosperarão aqueles que te amam. Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: Paz esteja em ti. Por causa da casa do Senhor nosso Deus, buscarei o teu bem” (Salmo 122:6-9).