Jerusalém: Um Cálice de Tontear

“Eis que eu farei de Jerusalém um copo de atordoamento para todos os povos em redor, e também para Judá, durante o cerco contra Jerusalém. Naquele dia farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a erguerem, serão gravemente feridos. E ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra.” Zacarias 12.2-3

Talvez você tenha visto Jerusalém nos noticiários ultimamente. Senão, você é um dos poucos. Nas últimas semanas, tentativa após tentativa tem sido feita para trazer a paz ao Oriente Médio. Especificamente entre Israel e os Palestinos. Todas as vezes as conferências de paz chegam a um beco sem saída por causa de Jerusalém.

Exatamente como os profetas de Deus predisseram há 2.500 anos atrás, Jerusalém se tornou um “copo de tontear” e uma “pedra pesada”, exatamente como predito.

Todos têm medo de “mexer” com Jerusalém, e todos os que tentaram falharam.

“Orai pela paz de Jerusalém; prosperem aqueles que te amam.” Salmos 122.6

Há muitas cidades no mundo hoje que são famosas. Algumas por sua localização, algumas por seu tamanho, algumas por seu clima e recursos, algumas por suas indústrias e algumas por sua significação histórica. Jerusalém está uma má localização, é extremamente pequena, tem um clima terrível, possui pouquíssimos recursos e poucas indústrias. Então o que há de tão importante sobre Jerusalém? A simples menção de Jerusalém muitas vezes faz líderes mundiais tremerem! O que há sobre Jerusalém que faz o mundo inteiro parar e observar quando há eventos ocorrendo que as envolva? Como pode uma das mais antigas cidades do mundo ter tanto efeito sobre as nossas vidas?


A Batalha por Jerusalém

Os mais recentes esforços para forjar um acordo entre Israel e os Palestinos em Camp David (EUA), terminou em fracasso, como todos os anteriores. Os Israelitas culpam os Palestinos. Os Palestinos culpam os Israelitas. Ambos os lados acusam os EUA de serem parciais com o outro. E a pedra de tropeço, como o presidente Bush anunciou quando o encontro fracassou, foi Jerusalém.

O Motivo (Ignorado) Por Trás do Conflito:

Todas as vezes se resume a Jerusalém. E todas as vezes ele paralisa o processo de paz. Porque essa pequena cidade no meio de país minúsculo é tão valiosa para ambos os lados?

Jerusalém não tem nenhuma das qualidades que expliquem a fundação de uma grande cidade. Não está próxima a um porto marítimo. Não está próxima a um rio. Não está em uma rota mercante ou no caminho de uma caravana. Não está em uma grande fonte natural de água pura. Não está localizada estrategicamente para propósitos militares. Há uma só razão para os séculos de paixão que se têm estendido sobre ela. A história antiga de Jerusalém a liga ao reino do espírito e de Deus. Ela foi primeiramente mencionada em Gêneses 14.18-20, cerca de 2000 aC, como sendo o lar de Melquisedeque, o misterioso porém grande Profeta do Altíssimo Deus, a quem até mesmo Abraão se curvou e deu o dízimo. A cidade então era chamada Salém (Paz).

Depois disso, ela foi o lar de um povo feroz chamado os Jebusitas. Muitos desse povo eram gigantes, chegando a mais de 2,40 metros de altura. Mesmo Josué e Caleb não conseguiram expulsá-los. Assim, até o tempo do Rei Davi, a cidade era chamada de Jebus e os Israelitas viviam nela sob as suas leis.

Davi finalmente derrotou os Jebusitas com uma maravilhosa vitória a despeito de suas pesadas fortificações e de seus guerreiros enormes. O Salmo 24 registra como os Jebusitas desafiaram Davi e seu exército e zombaram do Deus de Israel. Esse foi o seu grande erro. Davi fez aliança com o Deus de Israel para capacitá-lo a derrotá-los e Ele o fez. Assim, um pouco mais de 1000 anos antes do nascimento de Cristo, Davi estabeleceu a cidade como a eterna capital de Israel por ordem de Deus. A cidade que havia sido chamada Jebus e Salém tornou-se Jerusalém, a Cidade da Paz.


A História de Jerusalém

Jerusalém, o enigma histórico: Jerusalém é frequentemente chamada de a Cidade de Davi. Foi o rei de Israel que, sob orientação de Deus, comprou uma eira por 600 ciclos de ouro de Ornã (ou Araúna) o Jebusita. Ornã queria doar a terra, mas Davi insistiu em pagar o preço por um título claro de propriedade do que são hoje os mais estratégicos 35 acres (142.000 m 2 ) sobre a terra – o Monte do Templo. Foi nesse lugar que Davi construiu um altar e ofereceu sacrifícios. E foi nesse mesmo lugar que seu filho Salomão foi instruído a construir o Templo de Deus. Jerusalém se tornou o único lugar na terra onde a presença manifesta de Deus habitou – no Lugar Santíssimo do Templo de Salomão.

Por isso a cidade é mais do que um monte de terra, ou pedras, ou edifícios, ou cultura, ou tradições ancestrais para os filhos de Israel. Sem Jerusalém, o Judaísmo não tem qualquer significado. Sem Jerusalém, o Deus de Israel não tem um lugar para se encontrar com Seu povo. De fato, sem Jerusalém, o Povo Escolhido sente como se sua experiência não tivesse validade. Esta é uma carga quase que demasiadamente pesada para uma cidade carregar, ainda assim, essa carga é para sempre uma parte do legado de Jerusalém. E assim tem sido por mais de três mil anos, desde a sua fundação pelo maior rei de Israel. O amor por esta cidade e tudo que ela representa, preservou os Israelitas como um povo peculiar através dos séculos.

Todos os anos, nos lares dos Judeus da Diáspora em todo o mundo, a Páscoa termina com a oração “No próximo ano em Jerusalém”. No ano 70 AD, os Romanos destruíram o Templo Judeu por completo. O ouro que o decorava derreteu por entre as massivas pedras do próprio templo. Para retirar esse ouro, os soldados virtualmente o demoliram, pedaço por pedaço. Assim a profecia de Jesus de 37 anos antes se cumpriu literalmente. Ele disse que “não sobraria pedra sobre pedra”. O templo, o lugar do trono terreno de Deus, se perdeu para os Judeus. Tudo o que restou foi a esperança do ‘próximo ano em Jerusalém’.


Jerusalém – O Prêmio de Guerra

Ironicamente a Cidade tem experimentado pouco daquilo que lhe dá o nome. Paz tem sido mais uma oração ou uma esperança do que uma realidade. O que Jesus previu sobre a condição de Jerusalém – desde a sua destruição pelos Romanos até a sua devolução aos Israelitas no tem de Sua Segunda Vinda – se cumpriu literalmente. Ouça Sua profecia:

“E cairão ao fio da espada, e para todas as nações serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem.” Lucas 21.24

Na história antiga de Jerusalém, ela foi pega entre as ambições de conquista dos grandes impérios da antiguidade. Israel está no meio de uma ponte de terra que conecta três continentes. Quem quer que queira construir um império que abranja a Ásia, a África e a Europa, tem que conquistar o pedaço chave no meio dessa ponte – Israel. E como sua capital é Jerusalém, lá estava ela para um cerco após o outro. Os Assírios, Hititas, Egípcios, Babilônios, Persas, Gregos e Romanos – todos por sua vez ressoaram a sua trombeta de guerra aos portões de Jerusalém. Deus milagrosamente livrou Jerusalém muitas vezes. Entretanto, seu maior perigo não vinha de fora, mas de dentro. Por causa do freqüente afastamento de Israel da fé em seu Deus, Ele trouxe sobre Jerusalém uma destruição sobre a qual Seus profetas os advertiram por muito tempo. Isso ocorreu duas vezes em sua história, cumprindo exatamente as advertências proféticas que lhes foram dadas.

No longo período desde a sua segunda destruição pelos Romanos, a batalha por Jerusalém tem-se tornado o ponto chave de um conflito de 4.000 anos de idade. A antiga inimizade familiar entre dois meio-irmãos cujo pai foi Abraão – Ismael e Isaque – explodiu até a cena atual e tragou o mundo para dentro dela. Os Árabes são descendentes de Ismael. Eles sempre acreditaram que os Israelitas lhes roubaram sua herança. Por volta de 622 AD esse ressentimento de 4.000 anos se tornou parte de uma nova religião que foi iniciada por um dos filhos de Ismael, Maomé. A religião do Islã está profundamente entretecida com a cultura e paixões dos Árabes. Assim onde quer que o Islã tenha sido acolhido, o ódio de Ismael contra os Judeus foi acolhido com ele.


Jerusalém – O Mito

Muitos anos após a morte de Maomé, alguns mestres do Islã começaram a declarar algo que ligaria as paixões dos Muçulmanos a Jerusalém para sempre. Um mito foi criado de que Maomé e seu cavalo voaram miraculosamente ao Monte do Templo em Jerusalém na noite de sua morte. Maomé subiu ao céu com seu cavalo da rocha sobre a qual Abraão esteve para sacrificar seu filho. É claro que eles acreditam que o filho era Ismael, não Isaque. Baseado nesse ensino, Jerusalém é o terceiro Lugar mais Sagrado no Islã. Somente Meca e Medina são vistas como mais importantes. O sangue que foi derramado por causa desse ensino está além de qualquer possibilidade de cálculo. Ainda assim, o passado é nada se comparado ao sangue que será derramado sobre ele em breve.

De acordo com o profeta Zacarias, este antigo conflito entre Ismael e Isaque se tornará o pavio que detonará a última guerra do mundo. Agora que esse assunto se tornou parte do Islã e do Judaísmo, resolvê-lo é impossível. Os Muçulmanos crêem que entregar Jerusalém a Israel é admitir que o Qur’ e o Hadith, os mais sagrados ensinos do Islã, estão errados. Os Israelitas crêem que desistir de Jerusalém é igual a dizer que seu Livro Sagrado está errado, e que todo o seu sofrimento no exílio foi por nada.


A Quem Pertence Jerusalém?

Os Israelitas declaram a propriedade da cidade como sua capital histórica. Em outras palavras eles reclamam o direito de propriedade anterior. Os Israelitas têm um pedido legal pela cidade como sendo espólio de guerra. Os Israelenses capturaram a cidade em 1967 quando derrotaram os exércitos árabes invasores, incluindo a Jordânia. Israel também capturou o que era historicamente a Judéia e a Samaria. Hoje essa área é conhecida como Faixa de Gaza.

Os cidadãos Jordanianos pegos do lado errado da fronteira no final da guerra foram abandonados por seu governo. Foram jogados em campos de refugiados e apresentados ao mundo como o povo Palestino. De um desses campos de refugiados, surgiu em 1968 Yasser Arafat e, da noite para o dia, os refugiados Jordanianos foram transformados no “povo Palestino”.

O presidente Clinton disse que as negociações em Camp David falharam devido à recusa de ambos os lados em ceder Jerusalém.

Jerusalém foi fundada pelo rei Davi. Deus deu o título de propriedade de Jerusalém a somente um povo, os Judeus. Jerusalém é a única cidade com um lugar na eternidade. Os Árabes dizem que Jerusalém é sua cidade santa, a despeito do tratamento historicamente desleixado que ela recebeu em suas mãos e da falta de suporte a essa designação no Corão. Em meados do século 19, a cidade era um subúrbio negligenciado onde os Judeus eram a maioria. Israel se recusa a dividir a cidade, alegando que ela permanecerá como sua capital indivisível para sempre.

Yasser Arafat exigia que a cidade fosse dividida e que a metade dela contendo o Monte do Templo fosse entregue a ele como sua capital. Os dois lados não podem estar certos. O rei Salomão uma vez foi confrontado por um dilema similar. Duas mulheres disputavam o mesmo bebê. Salomão ofereceu dividir a criança ao meio. Uma mulher concordou, a outra recusou. Salomão concluiu que a mulher que teria direito sobre a criança seria a que se recusou a dividi-lo. Será necessário alguém com a sabedoria de Salomão para levar esses dois lados a um acordo em o que quer que seja que Jerusalém esteja envolvida.


Deus é o Proprietário de Jerusalém

A única cidade que Deus chama de Sua: Para resumir, isto é o que os Judeus acreditam estar em questão: Jerusalém faz parte de ser um Judeu e parte de ser um Judeu é Jerusalém. Sem um não existe o outro. Ela é a cidade da Promessa. Isaías prediz que Jerusalém será a capital do mundo durante o reinado de 1000 anos do Messias na terra. A sobrevivência de Jerusalém é crítica para a sobrevivência do Judaísmo. Para os Judeus, se Jerusalém deixasse de existir, a Bíblia estaria errada.

O próprio Deus chama Jerusalém de Sua Santa Cidade pelo menos 11 vezes. Ela é a única cidade na terra assim designada. Deus declara “ela é a cidade chamada pelo Meu Nome”. Como mencionei anteriormente, Jesus disse que “... será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem”. Jerusalém permaneceu nas mãos dos Romanos e Bizantinos até 638 aC. Os invasores Muçulmanos os expulsaram e mantiveram a cidade até o século 11. Ela mudou de mão várias vezes depois disso. Então vieram os Cruzados. A cidade foi passada dos Cruzados para os Muçulmanos e vice-versa até o século 13. Naquele tempo Saladino expulsou definitivamente os Cruzados. Os Mamelucos do Egito a tomaram no século 14. Jerusalém caiu diante dos Turcos Otomanos em 1517. A cidade foi ignorada pelos próximos 500 anos. Jerusalém não tinha importância no império Muçulmano Turco.

Os estágios finais do destino de Jerusalém foram estabelecidos na tomada pelos Britânicos em 1917. Quando os Britânicos terminaram seu mandato sobre a Palestina em 15 de maio de 1948, Os Israelitas declararam o Estado de Israel. Após quase vinte séculos de guerra, conquistas e negligência, a cidade sobreviveu. E assim também os Judeus, orando confiantemente a cada Páscoa, “No próximo ano em Jerusalém”. Mais de 2.500 anos atrás o Salmista escreveu sobre Jerusalém, “Se eu me esquecer de ti, ó Jerusalém, esqueça-se a minha direita da sua destreza. Se me não lembrar de ti, apegue-se-me a língua ao meu paladar; se não preferir Jerusalém à minha maior alegria”.


Dividindo o Indivisível

Nos encontros em Camp David, os EUA e Israel apoiaram um plano que daria a Yasser Arafat seu estado Palestino e sua capital em Jerusalém. Você pensaria que finalmente Arafat agarraria a oferta, se a paz estivesse realmente em sua agenda. Essa solução expandiria as fronteiras de Jerusalém, e então redividir a cidade. A expansão incluiria assentamentos Judeus na Faixa de Gaza na nova cidade Israelita de Yerushalyim, Jerusalém em Hebraico. As novas fronteiras também incorporariam vilarejos Árabes à cidade. Essa porção se tornaria a capital Árabe Al Quds. O parlamento Palestino ficaria no bairro Árabe de Abu Dis, à vista do Domo do Monte do Templo. Esse truque com as fronteiras da cidade daria aos Árabes tudo o que exigiram anteriormente. Arafat rejeitou o plano.

Para Barak foi bom que ele o fez. O prefeito de Jerusalém Teddy Olmert ficou furioso. Em suas palavras, “ou é uma Jerusalém dividida ou não é”. De qualquer forma, qualquer acordo envolvendo Jerusalém teria falhado no Knesset. Aproximadamente um terço dos Israelitas são Judeus ultra-Ortodoxos. Sem seu apoio, o governo de Barak desmoronaria como um castelo de cartas. Se Arafat tivesse aceitado o acordo, é improvável que vivesse o suficiente para assiná-lo.

O profeta Zacarias disse que nos últimos dias Jerusalém se tornaria uma “pedra pesada” e que todos que tentassem erguê-la seriam “despedaçados”. O aviso é dado a “todas as nações da terra” reunidas contra ela. O profeta Daniel profetizou que alguém apareceria com um plano de paz viável. Daniel 9.27 fala de alguém confirmando uma aliança de sete anos entre Israel e seus inimigos. A aliança é quebrada no meio do caminho por uma incursão aos mesmos lugares sagrados atualmente responsáveis pelo fracasso de Camp David.

Você vê um padrão nisso? Hoje, o único caminho para a paz envolve dividir o que é indivisível. Mas uma forma de paz virá. Alguém aparecerá com uma solução para o mais espinhoso problema de política externa na história. Saudado como grande pacificador, ele subirá ao poder global.


Interferência Ocidental

Em 1917, a Declaração de Balfour concedeu a maior parte das terras do Oriente Médio aos Judeus. A concessão foi feita como gratidão pela invenção de uma importante nova arma por um Judeu Sionista chamado Weizman. Após a Segunda Guerra Mundial, os Britânicos se deram conta que os Árabes detinham a maior parte do petróleo. Na Conferência de San Remo, em 1923, Churchil redesenhou o mapa do Oriente Médio, à mão livre, dividindo tribos inteiras em diferentes nações. No processo, Churchil dispôs da maior parte das terras prometidas na Declaração de Balfour. De um só golpe, Churchil pôs em movimento a maioria dos conflitos do Oriente Médio durante o século 20.

Em tempos recentes, o equilíbrio de poder no Oriente Médio tem-se movido como a areia no deserto. Há pouco tempo atrás o Pentágono anunciou um acordo de 900 milhões de dólares com o Egito para aparelhar 35 helicópteros Apache. O acordo também incluía equipamento avançado de detecção para a Força Aérea Egípcia para os F16 construídos pelos EUA. O Pentágono fechou um acordo de 500 milhões de dólares com a Arábia Saudita envolvendo a entrega de 5000 mísseis ar-ar AMRAAM, e vendeu o equivalente a 190 milhões de dólares em artilharia e tanques ao Kuwait. Graças aos Russos, e agora à indústria bélica americana, o Oriente Médio é agora um gigantesco acampamento armado aguardando para explodir.


O Pacificador

Jerusalém, a cidade da paz, só conheceu guerras na maior parte dos últimos 2000 anos. Entre as guerras, seus vários invasores a ocuparam. Quando não está sendo contestada em batalha, seus ocupantes e o mundo ao redor a ignoram largamente. No século 19 poucos americanos sequer tinham conhecimento que ela ainda existia como cidade.

Hoje, ela é diariamente manchete das notícias. A maioria dos americanos sabe mais sobre Jerusalém do que sobre qualquer outra cidade do mundo, exceto Washington e sua própria cidade natal. Exatamente como a Bíblia predisse que seria, com milhares de anos de antecedência. Os mesmos profetas também predisseram o pacificador por vir. Essas profecias dependiam da colocação de Jerusalém na improvável posição no centro do palco do mundo.

Jerusalém está onde deveria estar nos últimos dias, um barril de pólvora, tanto politicamente quanto espiritualmente. O barril de pólvora do Oriente Médio foi feito sob medida para o pacificador de Daniel. O apóstolo João falou desse pacificador como o “cavaleiro do cavalo branco”. Ele é o primeiro dos quatro cavaleiros do Apocalipse.

João o vê com um arco, o símbolo da guerra, mas sem flechas. Daniel diz que “pela paz [ele] destruirá a muitos” antes seja “destruído sem uso de mãos” pelo Príncipe da Paz. Ele é o anticristo, e o palco está pronto para a sua aparição.

O destino de Jerusalém está traçado, vai acontecer. E o seu destino, já está traçado?