Israel: o Relógio de Deus

Você Já se perguntou por que a minúscula nação de Israel está nos noticiários quase todos os dias? Por que quando Israel faz qualquer coisa, isso certamente produzirá uma manchete? Por que todo o foco da paz no Oriente Médio se centraliza em torno de Israel? Por que Israel, o que há de tão significante nesse minúsculo país mais ou menos do tamanho de Sergipe?

A Promessa

Bem, tudo começou com uma promessa, uma promessa de Deus, e Deus não seria Deus se não cumprisse suas promessas. Essa promessa de Deus foi dada há cerca de 4.000 anos atrás a um homem chamado Abraão. Qual foi a promessa e o que ela tem a ver conosco no século 20? Bom, a promessa foi:

“Sai-te da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as famílias da terra.” Gênesis 12.1-3

Então Abraão empacotou suas coisas, carregou seus camelos e burros e deixou a terra em que cresceu. Deixou o povo que amara por toda sua vida e a proteção e conforto de seu próprio pai e família. Esse foi um grande passo de fé, mas ele confiou em Deus para manter sua promessa e Ele o fez!

Apesar de Abraão jamais ter visto essa terra, Deus cumpriu sua promessa através dos seus descendentes. Deus guiou os descendentes de Abraão a uma terra onde corriam leite e mel. Ele os abençoou, eles prosperaram e se tornaram uma grande nação. Assim como Deus prometeu, essa terra, a terra prometida, é hoje conhecida como Israel, pelo menos parte dela. Na verdade a terra que Israel ocupa hoje é apenas uma pequena parte da terra que Deus prometeu a Abraão. Apesar de Israel estar dispondo de parte de suas terra hoje, num futuro próximo eles receberão toda a terra que Deus prometeu a Abraão. Mas esta é outra história que veremos depois.

O Acordo de Arrendamento

Agora, que Israel era uma nação, eles ocuparam a terra. Eles não possuíam a terra, Deus sim, mas podemos dizer que Deus arrendou a terra a Israel. Como em todos os arrendamentos, havia um acordo de arrendamento, uma lista de leis e regulamentos que deveriam ser seguidos. Deus deu a Israel uma lista de leis e regulamentos sob as quais deveria se abrigar. Enquanto Israel obedecesse às leis, lhe seria permitido viver na terra. Imagine ter a Deus como seu senhorio. Uma lei em particular que Deus deu a Israel, dizia respeito à própria terra. A lei era a seguinte:

“Quando tiverdes entrado na terra, que eu vos dou, então a terra descansará um sábado ao SENHOR. Seis anos semearás a tua terra, e seis anos podarás a tua vinha, e colherás os seus frutos; Porém ao sétimo ano haverá sábado de descanso para a terra, um sábado ao SENHOR; não semearás o teu campo nem podarás a tua vinha. O que nascer de si mesmo da tua sega, não colherás, e as uvas da tua separação não vindimarás; ano de descanso será para a terra. Mas os frutos do sábado da terra vos serão por alimento, a ti, e ao teu servo, e à tua serva, e ao teu diarista, e ao estrangeiro que peregrina contigo; E ao teu gado, e aos teus animais, que estão na tua terra, todo o seu produto será por mantimento. Também contarás sete semanas de anos, sete vezes sete anos; de maneira que os dias das sete semanas de anos te serão quarenta e nove anos. Então no mês sétimo, aos dez do mês, farás passar a trombeta do jubileu; no dia da expiação fareis passar a trombeta por toda a vossa terra, E santificareis o ano quinquagésimo, e apregoareis liberdade na terra a todos os seus moradores; ano de jubileu vos será, e tornareis, cada um à sua possessão, e cada um à sua família. O ano quinquagésimo vos será jubileu; não semeareis nem colhereis o que nele nascer de si mesmo, nem nele vindimareis as uvas das separações, Porque jubileu é, santo será para vós; a novidade do campo comereis. Neste ano do jubileu tornareis cada um à sua possessão.” Levítico 25.2-13

Essa regra devia estar nas letras miúdas, porque Israel jamais obedeceu. A regra diz basicamente que Israel podia cultivar a terra, plantar e colher seus frutos e aproveitar sua generosidade. Eles poderiam fazer isso por seis anos, mas a cada sete anos teriam que deixar a terra descansar. Sem plantio, sem colheita, mas qualquer coisa que crescesse lhes seria permitido comer e dar para seus animais. Não lhes seria permitido colher e vender sua colheita. Em segundo lugar, após sete desses períodos de sete anos (7x7 = 49) terem se completado, eles deveriam proclamar o 50º ano como um ano de Jubileu.

Um Tempo de Celebração

O ano de Jubileu seria um tempo especial, seria um ano de liberdade, não somente para a terra, mas também para o povo. A terra novamente deveria permanecer inativa, sem plantio, sem colheita. Todos os escravos deveriam ser libertados, propriedades devolvidas aos seus donos originais, famílias seriam reunidas.

Deus estabeleceu essas regras para que ninguém tivesse um débito excessivo e escravos não permanecessem cativos por mais que 49 anos. Esse era também um tempo para o povo de Israel dar graças e honrar a Deus por lhes permitir viver e se utilizar da terra. Se o povo tivesse obedecido a Deus, tudo estaria muito bem, mas o povo de Israel se tornou avarento e teimoso. Não houve nenhuma celebração. Eles estavam para ser despejados.

O Princípio dos Ais

Sendo Deus um senhorio gracioso e paciente, teve paciência com a desobediência de Israel e lhes deu uma chance após outra de seguir as regras que estabeleceu. Finalmente, Deus disse “já chega!” e retirou a benção e a proteção que havia lhes dado. Por centenas de anos eles haviam vencido batalha após batalha, conquistando todos os seus inimigos e amontoando grandes riquezas, posses e rebanhos. Eles eram temidos por todos os seus inimigos, pois podiam ver que a mão de Deus protegia os Israelitas. Com a remoção da proteção divina, Israel logo perdeu sua posição como Nação Soberana. Israel foi conquistado e destruído pelo rei Nabucodonosor da Babilônia pela primeira vez em 606 a.C.. As cidades de Israel foram dizimadas e o povo levado cativo, muitos como escravos. Nunca mais eles seriam uma nação soberana. Eles existiram em várias formas de províncias numa sucessão de impérios: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma.

O Golpe Final

O povo de Israel tentou retomar sua situação original e fizeram várias tentativas de se reagrupar e formar seu próprio governo, mas o golpe final veio em 70 A.D. A Legião Romana, sob as ordens de Tito, foi despachada para Jerusalém para derrubar a última de uma série de rebeliões Israelitas. Suas ordens eram para destruir Israel como uma nação e como um povo distinto. A história nos conta que mais de um milhão de Judeus foram mortos. O Templo Judeu foi completamente destruído. Os sobreviventes foram espalhados como escravos e até mesmo proibidos de se ajuntarem em grupos de mais do que três, sob pena de morte. Os Judeus foram espalhados pelos continentes Asiático e Europeu, humilhados e desprezados onde quer que fossem. Ficaram desabrigados, conhecidos como os Judeus Errantes. Onde quer que fossem sofriam perseguição, mas não se esqueceram da promessa que Deus havia feito a Abraão. Eles sabiam que em algum momento no futuro, Deus cumpriria Sua promessa e eles iriam novamente superar todos os revezes e se tornar a Grande Nação que Deus pretendia que fossem. Uma nação que seria uma benção para todo o mundo.