Através de Que se Converterão os 144.000 de Israel?

Para encontrar uma resposta a essa pergunta, vamos ler inicialmente mais uma vez o que está escrito sobre a introdução da selagem dos 144.000 de todas as tribos dos filhos de Israel em Apocalipse 7.1-4: “Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, conservando seguros os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem sobre árvore alguma. Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, àqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus. Então ouvi o número dos que foram selados, que era cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.

Por ordem desse “outro anjo que subia do nascente do sol”, os quatro anjos têm que segurar os quatro ventos (furacões) de juízo, até que os 144.000 filhos de Israel recém-convertidos sejam selados em suas frontes. Em março de 1990 tivemos uma prova antecipada desse acontecimento que se dará em futuro “próximo, quando os meteorologistas previram que, depois das tempestades arrasadoras na Alemanha, novos ventos de alta velocidade do Norte se abateriam sobre o Sul do país. Mas, essas novas tempestades, que realmente começaram no Norte da Alemanha, foram interrompidas por forças invisíveis, através da misericórdia de Deus, que as segurou.

Selagem Visível

Voltemos agora rapidamente mais uma vez para o maravilhoso ato de selagem dos 144.000 de Israel em Apocalipse 7. Como dissemos, o anjo que tinha “o selo do Deus vivo”, segundo meu entendimento, é o Anjo do Senhor, Jesus Cristo. Pois existe mais um fato que passa facilmente despercebido: não está escrito que Ele segurava em suas mãos o selo do Deus vivo, mas “... tendo o selo do Deus vivo” (Ap 7.2). Não se trata aqui do próprio Deus triúno, que interfere através de Jesus Cristo? “O selo” – O Espírito Santo; “do Deus vivo” – Deus o Pai; e o “anjo” que clama com grande voz – o Filho, que fala também sobre os servos de Deus: “... até selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus” (v. 3).

Essa selagem extraordinária com o Espírito Santo, por parte do Anjo do Senhor, é necessária, porque de outro modo ninguém na terra poderia escapar ileso durante a Grande Tribulação. Esse selo será visível nos 144.000 de Israel: “em suas frontes”. Isso é extraordinário e contrasta com a selagem atual dos membros do corpo de Jesus com o Espírito Santo. Quem pertence à Igreja de Jesus está selado interiormente, em seu coração, com o Espírito Santo: “Mas aquele que nos confirma convosco em Cristo, e nos ungiu, é Deus, que também nos selou e nos deu o penhor do Espírito em nossos corações” (2 Co 1.22-22, compare também Ef. 1.13). Se bem que os 144.000 também sejam selados interiormente, isso será exteriormente visível. Entretanto: também conosco tem que se tornar exteriormente visível que o Espírito de Deus habita em nosso coração. Pois o Espírito Santo quer somente uma coisa: Ele quer glorificar a Jesus, tornar Jesus visível (Jo 16.14). Por isso, Jesus Cristo tem que se tornar visível em e através da nossa vida, dos que lhe pertencem. O Espírito de Deus quer manifestara Jesus visivelmente em nossos rostos.

Aqueles servos de Deus (os 144.000) serão selados visivelmente, para que o anticristo não ouse tocá-los. Que são chamados de “servos do nosso Deus” prova seu ministério de pregação mundial, através do qual uma “grande multidão que ninguém podia contar” chegará à fé. Já em Ezequiel 9 temos um procedimento semelhante. Ali, no versículo 1, também está dito (como em Apocalipse 7): “Então ouvi que gritava em alta voz...”, e depois continuamos lendo: “... dizendo: chegai-vos, vós executores da cidade, cada um com suas armas destruidoras na mão... A glória do Deus de Israel se levantou do Querubim sobre a qual estava, indo até a entrada da casa; e o Senhor clamou ao homem vestido de linho, que tinha o estojo de escrevedor à cintura, e lhe disse: Passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal a testa dos homens que suspiram e gemem por causa de todas as abominações que se cometem no meio dela... matai a velhos, a moços e a virgens, a crianças e a mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não vos chegueis” (Eze 9.1,3-4,6a). Assim, também os 144.000 selados serão protegidos e guardados durante a Grande Tribulação, para serem livres para realizar seu ministério. Ninguém os tocará. Temos a imagem oposta deles nos homens marcados pelo anticristo: “A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita, ou sobre a fronte” (Ap 13.16).

Através de que se converterão os 144.000 selados?

Essa é uma pergunta importante. O que será realmente o fator que deflagrará a repentina conversão justamente de judeus de todo o mundo – 144.000 – que serão depois selados por Deus? Acho que serão os terríveis juízos, iniciados pelo sexto selo aberto pelo Cordeiro de Deus. Essa catástrofe cósmica descrita em Apocalipse 6.12-17 poderia acontecer muito em breve: “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto. O sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra, como a figueira quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes, e o céu recolheu-se todo como um pergaminho quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos dos seus lugares. Os reis da terra, os grandes, os comandantes, os ricos, os poderosos, e todo escravo e todo livre se esconderam nas cavernas e nos penhascos dos montes, e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta no trono, e da ira do Cordeiro, porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?

Como temos que ver cronologicamente (seqüencialmente) os acontecimentos do Apocalipse, mesmo que se sobreponham, essa terrível catástrofe cósmica – após uma interrupção dos juízos – é seguida pela conversão e depois pela selagem dos 144.000 judeus.

Agora, analisemos mais detidamente a abertura do sexto selo pelo Cordeiro de Deus. Justamente aí revela-se a maravilhosa harmonia da palavra profética. Pois, se lermos Mateus 24, Apocalipse 6 e também Lucas 21, perceberemos que se trata das mesmas verdades. Sim, que as profecias sobre o fim se completam reciprocamente. O cumprimento literal será inimaginavelmente terrível. Quando lemos em Apocalipse 6.12: “Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo, e sobreveio grande terremoto”, significativamente, no grego não é usada a palavra comum para “terremoto”, mas a palavra mais forte “seismos”, que na verdade significa “sacudir, balançar, dar solavancos”, e está relacionada com os acontecimentos no Sol, na Lua e nas estrelas. O versículo 13 mostra quão extraordinariamente violentos serão os flagelos que atingem o Universo e o terremoto simultâneo: “as estrelas do céu caíram sobre a terra, como a figueira quando abalada por vento forte, deixa cair os seus figos verdes”. É interessante que também cientistas chegaram à conclusão de que isso realmente acontecerá. Um certo Dr. Prachar escreve:

Apesar de não poder concordar em tudo com a maneira do Dr. Prachar ver as coisas, é notável como pessoas do mundo ocupam-se com o cumprimento das profecias.

A Bíblia realmente é a Palavra de Deus em todas as partes?

Já na antiguidade distante, acontecimentos do Plano de Deus na terra também tinham conseqüências no Cosmo. Quando Israel entrou pela primeira vez na Terra Prometida, houve um extraordinário deslocamento do Universo. Isso se deu depois que Josué tinha falado com o Senhor e então disse na presença do povo de Israel: “Sol, detém-te em Gibeom, e tu, lua, no vale de Aijalom” (Js 10.12). E o Senhor atendeu a Josué. Aconteceu o que ele disse: “O sol, pois, se deteve o meio do céu, e não se apressou a pôr-se, quase um dia inteiro (quase 24 horas)” (Js 10.13b).

Um astrônomo incrédulo fez a estranha descoberta de que havia uma diferença de 24 horas na contagem do tempo, isto é, havia 24 horas perdidas. Ao analisar esse assunto com seu colega, o professor C. A. Totten, este o animou a pesquisar a questão da inspiração da Bíblia, dizendo:

“Você não crê que a Bíblia seja a Palavra de Deus, mas eu o creio. Bem, aqui temos uma boa oportunidade para provar se a Bíblia é inspirada ou não. Comece pelo princípio e leia até onde seja necessário, e veja se a Bíblia poderá explicar onde estão suas horas perdidas.”

O astrônomo aceitou o desafio e começo a ler. Algum tempo mais tarde, quando os dois homens se encontraram, o professor Totten perguntou ao seu amigo se havia encontrado uma resposta satisfatória. Mas seu colega respondeu:

“Acho que pude constatar, sem sombra de dúvida, que a Bíblia não é a Palavra de Deus. No capítulo 10 de Josué encontrei uma aparente explicação para as 24 horas faltantes. Mas aí refiz meus cálculos, e constatei que no tempo de Josué faltaram somente 23 horas e 20 minutos. Se a Bíblia cometeu um engano de 40 minutos, ela não é a Palavra de Deus.”

O professor Totten respondeu:

“Você tem razão, mas somente em parte. Será que a Bíblia diz que faltou um dia inteiro no tempo de Josué?”

Então eles procuraram o texto e constataram que está escrito: “... quase um dia inteiro”. A palavra “quase” mudou toda a situação, e o astrônomo voltou a ler. Ele chegou ao capítulo 38 do livro do profeta Isaías. Ali nos é contada a comovente história do rei Ezequias, que estava mortalmente enfermo. Em resposta à sua oração, Deus lhe prometeu acrescentar mais quinze anos de vida. Para confirmar a veracidade dessa promessa, Deus lhe deu um sinal. Ele disse: “Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz” (Is 38.8a). Isso esclareceu a questão, pois dez graus no relógio solar equivalem a quarenta minutos. Desse modo, estava constatada a exatidão da Bíblia, satisfazendo o crítico exigente. – Quando o astrônomo recebeu tal explicação a respeito do dia faltante, ele colocou a Bíblia de lado e adorou seu Autor, dizendo: “Senhor, eu creio!”

No céu, tudo está sendo registrado

Jeremias 4.28 descreve muito claramente como será naquele dia do Senhor: “Por isso a terra pranteará e os céus acima se enegrecerão; porque falei, resolvi, e não me arrependo nem me retrato”, diz o Senhor. Ou pensemos em Joel 2.10: “Diante deles treme a terra e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram o seu resplendor.

Também atualmente, tudo o que acontece sobre a terra tem suas conseqüências no céu, principalmente aquilo que é feito pelos membros do corpo de Jesus, quer seja bom ou mau. Pois nosso Senhor Jesus Cristo é “a cabeça” (Cl 1.18) e nós somos “membros” (1 Co 12.27) do Seu corpo. Por isso um membro do corpo de Cristo não pode fazer o que quer, pois tudo se reflete até à cabeça e, assim, até no céu. No que se refere a nós, até a movimentação da nossa língua é registrada no céu. O Senhor disse que tu e eu teremos que prestar contas de toda palavra frívola que dissermos. Em outras palavras: cada palavra é registrada.

A ira do Cordeiro

Também os acontecimentos em volta de Israel têm conseqüências cósmicas. Pensemos, por exemplo, naquilo que está escrito em Jeremias 31.35-36: “Assim diz o Senhor, que dá o sol para a luz do dia, e as leis fixas à lua e às estrelas para a luz da noite, que agita o mar e faz bramir as ondas; o Senhor dos Exércitos é o seu nome. Se falharem estas leis fixas diante de mim, diz o Senhor, deixará também a descendência de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre.” Assim também entendemos muito melhor, porque a terra tremeu e o Sol perdeu seu brilho quando o Filho de Deus, o Senhor da glória, foi crucificado e tirou os teus e os meus pecados na cruz do Gólgota, reconciliando o mundo com Deus (Mt 24.52; Mc 15.33; Lc 23.44-45).

No tempo de Apocalipse 6.12-17, entretanto, terá chegado o dia da “ira do Cordeiro”. A Bíblia fala muitas vezes da ira de Deus. Mas no sexto selo temos a descrição única da “ira do Cordeiro”. Quão terrível essa ira deve ser, conclui-se do fato de do Cordeiro ter tirado a ira de Deus na cruz (Jo 3.16). Quando, porém, o tempo da graça tiver sido encerrado, o Cordeiro vai irar-se.

Quão terrível será essa “ira do Cordeiro” é provado pelo pânico mundial que reunirá níveis sociais completamente diferentes: reis, grandes, ricos, comandantes, poderosos, escravos, livres (Ap 6.15). Aí não haverá mais diferenças sociais, todos estarão juntos, tremendo e uivando. Seja mais uma vez frisado: aqui não se trata da volta do Senhor. É o que prova Joel 2.31: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” O próprio Cordeiro aparecerá depois em majestade soberana com Sua Igreja glorificada, dando cabo da “besta”, do anticristo, com o sopro da Sua boca, pelo Seu aparecimento. Então não será mais necessário um julgamento. O próprio Jesus Cristo virá então com poder, para exercer Sua vitória.

Que pânico já é produzido entre os homens por um terremoto relativamente pequeno! Mas esse terremoto, que precederá a volta do Senhor, será de intensidade nunca vista. Através dele os homens ouvirão a voz de Deus (is 24.19-20). Então, todas as camadas da sociedade chegarão a esse reconhecimento: a terra cambaleia e se move, porque o Deus justo visita a nossa transgressão. O eclipse solar simultâneo, a Lua que parecerá sangue e as estrelas que cairão do céu reforçarão nelas esse reconhecimento. Diferentemente do Dr. Prachar, creio que literalmente cairão estrelas (meteoros) do céu “recolhido”, que produzirão enormes crateras na terra cambaleante. Haverá então um despertamento mundial, como antigamente no Egito. Quando Faraó, e com ele todo o povo, foi ferido com pragas, ele reconheceu a Deus e tremeu diante dEle. Assim, também nesse período de juízo dos tempos finais, todo o mundo ficará assustado e acordará, exclamando: “... porque chegou o grande dia da ira deles; e quem é que pode suster-se?” (Ap 6.17). Eles identificarão o Cordeiro de Deus e Aquele que se assenta no trono, o Deus eterno (Ap 6.16). Mas, será muito tarde para anular o juízo!

Uma reunião de oração mundial nuca vista, deplorável

A abertura do sexto selo (seis é um número de homem) atingirá a humanidade inteira. Ai daqueles que estarão então na terra! Todos tremerão e gritarão, rezarão e fugirão para os penhascos dos montes e para as cavernas, ou procurarão abrigos antiaéreos, mas ninguém encontrará proteção contra a “ira do Cordeiro”. Começará uma epidemia mundial de suicídios; Eles procurarão a morte, mas não a encontrarão. Pois seu tormento não será causado somente pela terrível catástrofe natural, na qual estará envolvido todo o Cosmo, mas muito mais pela prova não procurada e não desejada, mas agora incontestável: o Senhor é Deus! Ele está assentado no Seu trono. O pecado traz consigo juízo e morte.

E o que se seguirá então é o mais deplorável que já aconteceu no mundo: uma reunião de oração mundial – mas que reunião de oração! Eles não clamam ao Senhor em humilhação e arrependimento, mas gemem, uivam e se dirigem à matéria morta: “e disseram aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que se assenta sobre o trono, e da ira do Cordeiro” (Ap 6.16). Apesar do claro reconhecimento de Deus e do Cordeiro, também agora falta o arrependimento!

Por que somente 144.000 judeus e nenhum gentio?

O Espírito de Deus não está preso a espaço ou tempo. Mas onde há pessoas impenitentes, a Sua ação pára. A crescente dureza do coração, em nossos dias, prova que o Espírito de Deus está se retirando lentamente. Isso também concorda com Ezequiel 37.9, onde o “vento”, o Espírito Santo, é chamado de volta dos quatro ventos e enviado para assoprar sobre os mortos de Israel, para que vivam. Isso acontecerá de forma maravilhosa durante a Grande Tribulação, quando – em meio à humanidade anticristã impenitente – 144.000 filhos de Israel se arrependerão e se converterão a Jesus Cristo devido ao terrível juízo do sexto selo. Por isso, através da ordem aos quatro anjos, o Senhor interromperá os ventos do Juízo, para selar os 144.000 judeus.

Naturalmente, surge aqui a pergunta: Por que são exclusivamente judeus que se arrependerão em virtude desse terrível juízo di sexto selo e ninguém dentre as nações (uma “multidão que ninguém podia enumerar” dentre os gentios se converterá em massa somente mais tarde, por causa da pregação dos 144.000 filhos de Israel selados)? Resposta: Porque o Senhor, por força da Sua aliança com Abraão, sempre se manifesta visivelmente a Israel. Quando Moisés despediu-se do seu povo, ele lhe descreveu detalhadamente esse procedimento divino: “Agora, pois, pergunta aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade do céu até a outra, se sucedeu jamais cousa tamanha como esta, ou se se ouviu cousa como esta? Ou se algum povo ouviu falar a voz de algum deus do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo? Ou se um deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão poderosa, e com braço estendido, e com grandes espantos, segundo a tudo quanto o Senhor vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos? A ti foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão ele” (Dt 4.32-35). Esse é o segredo de Israel: o que esse povo vê do Senhor, é o que o levará à conversão. O Senhor Jesus também disse: “... se faço, e não me credes, crede nas obras...” (Jo 10.38). Em outras palavras: “Creiam, porque estão vendo!” Para nós, dentre os gentios, Deus estabeleceu exatamente o inverso, do modo como o Senhor ressuscitado disse a Tomé: “Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que não viram, e creram” (Jo 20.29).

Portanto, Israel não se converterá pela pregação de cristãos dentre as nações. Israel se converterá como povo inteiro quando os judeus virem a Jesus: “... olharão para mim, a quem traspassaram...” (Zc 12.10). Desse modo, quando os 144.000 judeus virem o terrível juízo de Deus durante a Grande Tribulação e reconhecerem o Cordeiro (como todos dentre as nações, que dirão que se trata da “ira do Cordeiro”), eles se converterão como primícias de Israel; pois, mais tarde, quando Jesus vier, todo o povo se converterá (Rm 11.26). Enquanto que a “multidão que ninguém podia enumerar” dentre as nações se converterá pela pregação da Palavra, para os judeus vale até hoje: Vejam os milagres de Deus e creiam! Para nós dentre os gentios, entretanto: Creiam, e vocês verão milagres!

Extraído do livro:

 

 

Quem São os 144.000 Selados e as 2 Testemunhas do Apcalipse?
O livro trata dos 144.000 selados, instrumentos de um despertamento mundial nunca antes visto, e das duas testemunhas que se manifestarão, então, repentinamente em Jerusalém.

Autor: Wim Malgo
Formato: 13,5 x 19,5 cm
Páginas: 168