Noé e o Dilúvio: Parte 2 - O Grande Barco

Histórias Infantis para Adultos - por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

E viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra. Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume. E desta maneira a farás: De trezentos côvados o comprimento da arca, e de cinqüenta côvados a sua largura, e de trinta côvados a sua altura. Farás na arca uma janela, e de um côvado a acabarás em cima; e a porta da arca porás ao seu lado; far-lhe-ás andares, baixo, segundo e terceiro (Gen 6.12-16). Vamos estudar três dos argumentos populares levantados por escarnecedores tentando desacreditar a noção de uma enchente de proporções mundiais na qual uma família humana foi preservada, juntamente com pares de todas as variedades animais, em um grande barco.

É Um Barco Enorme

Mas era a arca grande o bastante? 137 metros são uma vez e meia o comprimento de um campo de futebol. Colocada de pé, a arca teria cerca da altura de um edifício de 40 andares. Com 23 metros de largura, cada um dos seus três de andares continha 3.150 metros quadrados de espaço, formando um total de 9.450 metros quadrados. Como a arca tinha uma altura de 4 andares (14 metros), havia mais que 130.000 metros cúbicos de espaço sob seu teto, equivalente a um trem com 500 vagões. Se você pegar todos os animais, desde um rato até um elefante, e fizer a média de seus tamanhos, descobrirá que a ovelha está exatamente na média. Foi-me dito que criadores de ovelhas acomodam cerca de 250 ovelhas por vagão quando as transportam por trem. Um trem com 500 vagões acomodaria 125.000 ovelhas, ou 62.500 pares.

Os zoólogos reconhecem cerca de 18.000 espécies de animais hoje, então, se Noé tivesse mais ou menos o mesmo número, seria necessário espaço para cerca de 18.000 pares de animais ou 36.000 no total mais 5 pares de cada variedade “limpa” e de todas as espécies de pássaros (Gen 7.3). Se o total de animais chegasse a cerca de 50.000, seria necessário 40% da capacidade da arca para alojá-los. Mesmo que eles usassem a metade do espaço total da arca para armazenar alimentos, Noé teria tido 945 metros quadrados de espaço sobrando para ele e sua família. Eu pessoalmente acredito que os animais foram postos em algum tipo de hibernação ou animação suspensa e teriam precisado de muito pouco alimento, de outra forma o trabalho de alimentá-los e limpar seus dejetos teria sido demasiado para os 8 humanos a bordo darem conta. Também não há menção de ter havido sequer um nascimento ou uma morte entre a população animal durante todas as 53 semanas em que estiveram juntos a bordo.

A propósito, já se perguntou como Noé sabia quais animais eram “limpos”? Da mesma forma pela qual Abel e Caim souberam o que trazer como oferta. Deus lhes disse. O sistema levítico começou no Jardim, não no deserto. Moisés simplesmente escreveu o que o povo de Deus sempre soube.

É Um Montão de Água

Porque eis que eu trago um dilúvio de águas sobre a terra, para desfazer toda a carne em que há espírito de vida debaixo dos céus; tudo o que há na terra expirará (Gen 6.17). Das aves conforme a sua espécie, e dos animais conforme a sua espécie, de todo o réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservar em vida (Gen 6.20). Eu amo os desenhos animados de Noé correndo com redes para borboletas tentando agarrar os animais quando, na verdade, Deus, o Criador de todos os seres viventes, colocou em suas mentes que viessem até Noé.

No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram, e houve chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites (Gen 7.11-12). Por isso sabemos que havia um enorme suprimento de água disponível para o dilúvio. Primeiro, as fontes do grande abismo, que até então irrigavam a terra (Gen 2.5-6), foram abertas. E então as janelas do céu, uma barreira de vapor de água que protegia a terra dos perigosos raios ultravioleta, permitindo grande longevidade (Gen 1.7-8), desabaram. Isso fez com que a chuva, que ainda não havia caído na terra (Gen 2.5-6 e Heb 11.7), caísse por 40 dias e 40 noites. Se as células do corpo se regeneram a cada sete anos, já pensou por que deterioramos com a idade? Esses raios ultravioletas, dos quais já fomos protegidos um dia, contaminam o processo de regeneração e encurtam nossa vida. Essa condição será revertida no milênio (Isa 65.20-22).

Mas Senhor... Tu Prometeste

Quinze côvados acima prevaleceram as águas; e os montes foram cobertos. E expirou toda a carne que se movia sobre a terra, tanto de ave como de gado e de feras, e de todo o réptil que se arrasta sobre a terra, e todo o homem. Tudo o que tinha fôlego de espírito de vida em suas narinas, tudo o que havia em terra seca, morreu (Gen 7.20-22). Além da intenção direta desta passagem, dois fatores argumentam inegavelmente por uma inundação de proporções globais: a natureza da água e o arco-íris. Algumas das mais altas montanhas da terra são encontradas na região e a água busca seu próprio nível. Se ela cobriu as mais altas montanhas da terra lá, ela teria que cobri-las em todos os outros lugares no mundo também. Não há barreiras naturais altas o bastante para contê-la. E em Gen 9.11-17 o Senhor promete nunca destruir o mundo por inundação novamente e colocou um arco-íris no céu como um símbolo dessa promessa. Tem havido muitas enchentes locais e regionais desde o tempo de Noé. Se o Dilúvio foi somente local ou regional, então Deus quebrou Sua promessa. Argumento após argumento contra uma inundação global são, na verdade, tentativas de negar a capacidade de Deus para o julgamento. As últimas pessoas que tentaram isso se afogaram. As próximas serão queimadas (2 Ped 3.3-7).