Noé e o Dilúvio: Parte 3 - Oculto Diante dos Olhos

Histórias Infantis para Adultos - por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

Vamos rever uma vez mais o relato de Noé e o dilúvio para pegar algumas das guloseimas que tornam as histórias infantis tão excitantes, e que o Senhor frequentemente parece esconder diante dos olhos.

Piche Perfeito

A Arca foi calafetada com piche por dentro e por fora (Gen 6.14) o que por si só já é incomum. Calafetar por fora serve para manter o barco à prova d’água, mas calafetar por dentro é para preservá-lo e assegurar uma vida longa e útil. Noé somente precisaria da Arca uma vez e somente por um ano. Será que Deus a queria preservada para alguma utilidade futura? E então há a palavra hebraica para piche. Ela vem de uma raiz que significa expiação, ou perdão e é traduzida como piche somente aqui. Qual é a pista escondida nesta palavra? Será este um modelo da graça de Deus, pela qual o homem é perdoado pela fé, resgatando-o do julgamento? Era a Arca um tipo de Cristo (Veja 1 Tes 1.9-10)?

E quanto ao seu local de repouso? Você e eu faríamos com que a arca pousasse onde pudesse ser usada como abrigo ou seu material no mínimo canibalizado para outra utilidade. Lembre-se que ela era tão grande quanto um pequeno hotel. Por que o Senhor a fez pousar no alto das montanhas, fez Noé deixá-la e então a escondeu? Tenho OUVIDO arqueólogos bíblicos reclamarem do fato de que não importa o que eles descubram para apoiar a validade dos relatos bíblicos, as pessoas sempre respondem com alguma coisa como: “Muito bom. Agora, se vocês pudessem somente encontra a Arca de Noé...” Estaria a Arca sendo guardada não para Noé, mas para nós, “para quem já são chegados os fins dos séculos” (1 Cor 10.11) como a prova final e irrefutável de Sua existência antes do próximo julgamento?

Instituto de Pesquisa e Exploração em Arqueologia Bíblica (BASE Institute)

Bob Cornuke, fundador do BASE Institute, declara que o Monte Sinai não é no Egito, como sustenta a tradição, mas na Arábia Saudita. Ele esteve lá e esteve no topo do local chamado de “A Montanha de Moisés” em árabe. Referências bíblicas apóiam suas descobertas lá e de falar com ele estou convencido de que encontrou o verdadeiro Monte Sinai, assim como a rota que os israelitas tomaram para alcançá-lo e o lugar em que cruzaram o Mar Vermelho. Bob também subiu no Monte Ararat, na Turquia, em busca da Arca de Noé e se pergunta se o tradicional sítio para a localização da Arca não está errado também. Uma tradução literal de Gen 11.2 coloca as Montanhas de Ararat, mencionadas como o local de repouso da Arca em Gen 8.4, em algum lugar da antiga Babilônia. Outras fontes históricas concordam e sobre um mapa isso parece óbvio. O Monte Ararat, assim chamado em tempos modernos, é um vulcão muitos quilômetros ao norte. Talvez, como Bob e outros acreditam, a Arca está na verdade em meio às Montanhas Zagros, no Irã, não sobre um vulcão na Turquia. Oculta diante dos olhos? Espere sobre o seu futuro livro sobre o assunto.

Que Dia é Esse?

E finalmente há a data em que a arca repousou. O 17º dia do 7º mês é reconhecido na vida judaica até hoje, e é ainda mais proeminente no cristianismo. Eis o porquê. Em Exo 12.1 o Senhor ordenou que os israelitas trocassem seu calendário. O que havia sido o 7º mês desde a criação deveria se tornar o 1º. Sabemos disso porque eles mantiveram o calendário original e sobrepuseram o novo sobre ele. No calendário religioso (o novo), a Páscoa, que cai na primavera, é sempre o 14º dia do 1º mês como ordenado em Exo 12, e no calendário civil (o antigo), o Ano Novo cai no outono, seis meses depois. Então, com essa compensação de 6 meses, o que fora o 7º mês nos dias de Noé se tornou o 1º mês do novo calendário religioso.

No 17º dia daquele mês a Arca tocou o solo e pela primeira vez Noé e sua família souberam por experiência que sua nova vida começara. De acordo com Sir Robert Anderson e o Observatório Real de Londres, um estudo do ciclo lunar através dos séculos mostra que era um domingo. No judaísmo a Festa das Primícias (Primeiros Frutos) é celebrada no domingo que segue a Páscoa (Lev 23.9-11), então cada vez que a Páscoa (o 14º dia) cai numa quinta-feira, a Festa das Primícias é o 17º, três dias depois. Noé e sua família foram os primeiros frutos do Novo Mundo; um mundo renascido.

2000 anos depois, na mesma data, também um domingo e a Festa das Primícias, uma tumba selada em Jerusalém foi encontrada aberta e vazia. O Senhor havia ressuscitado dos mortos, as Primícias dos que dormem (1 Cor 15.20). Para os seguidores de Jesus o 17º dia do 1º mês foi a Manhã da Ressurreição e pela primeira vez os discípulos souberam por experiência que sua nova vida começara. Naquela tarde eles receberam o Espírito Santo; homens nascidos de novo (João 20.19-22).

Assim como a Arca preservou a fiel família de Noé através do julgamento passado e se tornou um modelo da Graça de Deus, o Senhor Jesus preservará o fiel Israel através do julgamento futuro, a Personificação da Graça. Assim como Noé foi lançado à deriva em um mundo sob julgamento e experimentou o fundamento que significava um mundo nascido de novo, um seguidor lançado à deriva em uma vida sob julgamento hoje olha para a cruz e a tumba vazia e experimenta o “fundamento” que significa uma vida nascida de novo.

E agora você conhece a versão adulta.