Moisés, Jesus e o Arrebatamento da Igreja

Histórias Infantis para Adultos - por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

“Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (João 1.17). No Antigo Testamento há vários modelos do Messias, e desta forma os sacerdotes e os profetas vieram a entender algo sobre Sua Natureza. O grande conhecimento resultante da verdadeira visitação pelo Messias elevou magnificamente a importância desses modelos do Antigo Testamento. Os estudantes do Novo Testamento que ignoram o Antigo normalmente aparecem com um ponto de vista de Jesus suficiente apenas para tratar dos problemas que nos confrontam hoje: um assistente social calçado de sandálias que caminhou nas praias da Galiléia dando tapinhas na cabeça das criancinhas e aconselhando todo mundo a dar a outra face. O verdadeiro Jesus salta das páginas do Antigo Testamento através de vários Modelos do Messias com poder e autoridade.

Moisés e o Messias

Moisés não somente interpretou vários desses modelos em eventos como a rocha ferida (Exo 17 e Num 20) e a serpente de bronze (Num 21.4-9 e João 3.14), ele na verdade era um modelo. Além dos paralelos entre o início da Dispensação da Lei e da Dispensação da Graça, a maneira similar da vinda desses dois líderes ao mundo é também surpreendente.

As mães de ambos receberam indicações sobrenaturais que seu filho ainda não nascido redimiria o povo. Ambas as crianças estiveram em perigo mortal no momento do nascimento e os pais de ambos buscaram proteção no Egito. Ambos deixaram mais tarde seu lugar de refúgio para assumir a liderança de seu povo. Assim como Moisés passou 40 anos no deserto de Mídia, Jesus passou 40 dias no deserto da Judéia. Como Moisés guiou seu povo para fora das amarras do Egito para entrar em uma nova vida na Terra Prometida, Jesus guiará Seu povo para fora das amarras do pecado para entrar em uma nova vida no Céu. Como o povo de Moisés foi protegido em Gósen enquanto as pragas do Êxodo destruíam o Egito, o povo de Jesus será protegido no Céu enquanto as pragas do Apocalipse destroem a terra.

Como Moisés foi um mediador por seu povo, trazendo-os a uma relação de concerto com Deus, Jesus é o mediador do Seu povo trazendo-o a um novo e melhor concerto. Como o povo de Moisés vagou pelo deserto por 40 anos, o povo de Jesus tem vagado na terra por 40 jubileus (um jubileu é um período de 50 anos). Como o povo de Moisés foi sobrenaturalmente alimentado e vestido fisicamente durante sua jornada no deserto (Deu 29.5 e Exo 16), o povo de Jesus tem sido sobrenaturalmente alimentado e vestido espiritualmente durante sua jornada na terra (João 6.35 e Isa 16).

Como Moisés trouxe a Nação de Israel para sua nova vida das águas do Mar Vermelho, Jesus nos traz para nossa nova vida das águas do nosso batismo. Como a lei foi dada através de Moisés no 6º dia de Sivan (Festa de Shavuot em hebraico) iniciando a Dispensação da Lei, o Espírito Santo foi dados através de Jesus no 6º dia de Sivan (Festa de Pentecostes em grego) iniciando a Dispensação da Graça.

Como o Senhor mandou Moisés consagrar seu povo e ao som de brados e trombetas subir para encontrar-se com Ele no topo da montanha, Ele mandou Jesus consagrar Seu povo e ao som de brados e trombetas subir para encontrar-se com Ele nos ares.

O Monte Sinai e o Arrebatamento

Este é um dos mais intrigantes paralelos entre Moisés e Jesus. Listarei mais algumas similaridades aqui para dar uma idéia melhor. A trombeta de Deus e uma voz audível estão presentes em ambos os eventos e ambos os eventos criam um reino. No Monte Sinai os israelitas foram redimidos da escravidão, no Arrebatamento nós seremos redimidos do pecado. Eles foram consagrados, nós seremos aperfeiçoados. Eles lavaram suas vestes, nós receberemos roupas limpas. Deus veio ao topo do monte, Jesus virá ao ar. No Monte Sinai Moisés e Arão subiram, no Arrebatamento nós subiremos. No Monte Sinai Israel se casou com Deus. No Arrebatamento a Igreja se casará com Jesus. No Monte Sinai Deus habitou com Israel e no Arrebatamento a Igreja habitará com Jesus (compare Exo 19.10-25 e 1 Tes 4.16-17).

“PORQUE tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas...” (Heb 10.1).

Como muitos modelos bíblicos são necessariamente incompletos, há também algumas diferenças óbvias. Somente Moisés e Aarão puderam subir a montanha. Qualquer outro que subisse passaria da vida para morte. No Arrebatamento nós todos subimos e passamos da morte para a vida. Deus prometeu habitar com Israel se eles obedecessem. Nós habitaremos com Jesus porque Ele obedeceu. Eles se transformaram temporariamente, Ele nos transforma permanentemente. O deles foi um evento acompanhado de grande temor, o nosso é um evento esperado com grande alegria. A final de contas o Monte Sinai foi a apresentação da Lei de Deus, e o Arrebatamento é a manifestação da Sua Graça.

Agora você conhece a versão adulta.