Noé e o Dilúvio: Parte 1 - Os X-Men

Histórias Infantis para Adultos - por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

E ACONTECEU que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o Senhor: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos. Havia naqueles dias gigantes (Nephilim) na terra; e também depois, quando os filhos de Deus entraram às filhas dos homens e delas geraram filhos; estes eram os valentes que houve na antiguidade, os homens de fama (Gen 6.1-4).

Tome isso literalmente, como sempre fazemos, e estes são os versos mais amedrontadores da Bíblia. A frase em hebraico traduzida como “filhos de Deus” se refere a seres que são criações diretas de Deus, normalmente anjos, e distingue a origem dos machos na passagem daquela das fêmeas. Somente dos machos humanos foram jamais descritos dessa forma: Adão (Luc 3.38) e o Senhor Jesus. Em Sal 82.6 os governantes de Israel são chamados filhos do Altíssimo, mas o contexto se refere ao seu papel como juízes do povo, responsáveis por dispensar tanto a justiça quanto a misericórdia. Em João 1.12 nós que recebemos o Senhor em nossos corações recebemos a autoridade de nos tornar filhos de Deus. Ali a noção é a de nascer de novo como um filho espiritual de Deus, um conceito ampliado em João 3.3-21.

O Testemunho de Duas Testemunhas

Para ter certeza de que entendemos corretamente Gen 6.1-4, a distinção aparece duas vezes. Os machos eram criações diretas de Deus enquanto as fêmeas eram rebentos de pais humanos. A passagem claramente declara que anjos caídos de alguma forma tomaram a forma de machos humanos e se casaram com fêmeas humanas que deram à luz seus filhos. 2 Pedro 2.4 e Judas 6 mencionam os anjos caídos como tendo sido agrupados e presos com correntes, aguardando o Dia do Julgamento, e 1 Cor 6.3 Paulo insinua que a Igreja os julgará por suas ações. Esses filhos eram chamados de Nephilim (gigantes em grego) uma palavra hebraica que se traduz como “os caídos”.

Mas os Nephilim também apareceram depois do Dilúvio, como previsto em Gen 6.4 (“e também depois”). Retornando de sua primeira olhada na Terra Prometida, os 12 espias relataram tê-los visto entre o povo local (Num 13.33). Essa é uma das razões para o Senhor ter instruído os Israelitas a eliminar toda a população de Canaã (Deu 20.16-18), inclusive seus animais antes de se estabelecerem em sua nova terra. Como os Nephilim, os Rephaim também eram chamados de gigantes e são mencionados em todo o Antigo Testamento. Golias era dos Rephaim. Hoje poderíamos chamar a esse povo de alienígenas, sendo eles de origem extraterrestre.

E as atuais pesquisas de encontros alienígenas documentados mostram um interesse consistente e a inspeção do sistema reprodutivo humano. Estarão os alienígenas usando os humanos para criar uma super-raça entre nós, como alguns têm declarado? Significará o aparente aumento nos contatos alienígenas um retorno dos Nephilim? Na tradução King James de Dan 2.43 há uma referência obscura a alguém do 4º Reino “misturando-se com semente humana” nos últimos dias. Será o anticristo parte alienígena, ou estará ele no comando de forças alienígenas? Em Mat 24.37 o Senhor falou dos Últimos Dias como sendo “como nos dias de Noé”. Pense nisso.

De Volta a Gêneses

Os casamentos misturados de Gen 6 contaminaram a seqüência genética humana. Essa foi uma tentativa de Satanás de malograr o plano de Deus evitando o nascimento de um Redentor, já que um descendente direto de Adão era necessário, um homem sem pecado. Evidência fóssil revela que Satanás também estava mexendo com a genética animal antes do dilúvio já que as várias linhagens de dinossauros e outros animais bizarros não poderiam ter sido criadas daquela forma. O pouco que nós conhecemos da capacidade criativa de Deus nos diz que Ele não teria criado um animal com um corpo grande demais para seu esqueleto e com um cérebro pequeno demais para efetivamente controlá-lo. Nem teria criado pássaros pesados demais para voar ou peixes que não poderiam nadar. Sua criação era perfeita e Ele a Declarou “muito boa”. Os fósseis foram formados em um e somente um momento, durante o Dilúvio, e foram deixados como evidência da desobediência antediluviana. O homem pecou, permitindo que o Mal entrasse no mundo, e Deus teve que destruir Sua criação e começar de novo. Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo (Heb 10.31).

Mas Noé Achou Graça aos Olhos do Senhor.

Noé era homem justo e perfeito em suas gerações (Gen 6.8-9). O hebraico aqui significa literalmente perfeito em suas gerações, não sem pecado. Dentro do contexto acima fica claro que Noé foi escolhido por duas razões. Primeiro, sua genealogia não estava contaminada por intercruzamentos, então uma linha direta até Adão podia ser preservada, e, segundo, ele era fiel. Mesmo nos piores momentos o Senhor preservou um remanescente fiel para começar de novo e Noé, ainda que pecador, tinha andado com Deus toda a sua vida.

Gen 6.5-6 diz que todas as intenções da mente humana eram más e que Deus não viu outra alternativa senão destruí-los todos. Tendo dado à humanidade 10 gerações, grandes professores como Enoque, um lembrete vivo em Matusalém (o nome significa sua morte trará) e uma contagem regressiva de 120 anos (Gen 6.3), no ano em que Matusalém morreu o Dilúvio veio, 1656 anos depois da criação de Adão. E o registro mostra que nenhum dos habitantes da terra se uniu a Noé na Arca. Assim como o povo de nosso tempo, eles não criam que Deus iria julgá-los. Como o homem disse, “A única coisa que aprendemos da história é que nunca aprendemos nada com a história”.