Isaías 17, Um Oráculo a Respeito de Damasco

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

Recentemente foi-me pedido atualizar meu comentário sobre Isaías 17, que eu pensava estar bastante fresco. Quando olhei, percebi que a porção dos eventos atuais estava com mais de um ano de idade. Esta atualização é devida há muito tempo (sou só eu ou o tempo está passando mais rápido agora?)

O Que Há de Novo?

No último ano se tornou ainda mais claro que a profecia de Isaías contra Damasco pode em breve chegar ao cumprimento. A Síria, mais valente pelo resultado do conflito entre Israel e o Hezbollah, se tornou ainda mais belicosa em seu comportamento em direção a Israel.

Atos agressivos incluem movimentar grandes forças militares para Golã, abrindo a passagem que dá aos Sírios acesso a Israel pela primeira vez desde 1973, formar e treinar uma força terrorista nos moldes do Hezbollah para se infiltrar no norte de Israel e exigir que Golã seja devolvida imediatamente, caso contrário essa força começaria a cometer atos terroristas dentro de Israel.

Eles mobilizaram reservas, prepararam centros alternativos de comunicação e tiraram todos os documentos oficiais históricos e legais de Damasco. Eles fizeram isso porque acreditam que Israel responderá a um ataque químico destruindo Damasco com armamento nuclear. Eles chamaram de volta todos os seus cidadãos vivendo no Líbano. Compraram armas e sistemas de defesa Russos ao custo de centenas de milhões de dólares em um esforço para proteger Damasco.

Tem-se sabido por algum tempo que a Síria tem um dos mais avançados programas de armas químicas do mundo, ainda que tais coisas sejam ilegais, e provavelmente herdou a maior parte das WMDs (Armas de Destruição em Massa) que a mídia principal se deleita em lhe dizer que nunca existiu.

Em julho, uma ogiva química explodiu em uma instalação de mísseis Síria enquanto era colocada em um míssil Scud, matando dezenas de técnicos Sírios e Iranianos. A Síria a princípio disse que foi um armazém de munição que explodiu devido ao forte calor do deserto, mas a estória real foi recentemente descoberta pelo Jane’s Defense Weekly. O único alvo provável ao alcance de mísseis é Tel Aviv.

Tornando-se Nuclear

Em seis de setembro o bombardeio Israelense de uma instalação Síria no interior do país fez notícia e demonstrou a habilidade de Israel de tornar ineficazes as moderníssimas defesas antiaéreas Russas. Esses sistemas foram vendidos tanto para a Síria quanto para o Irã para protegê-los contra ataques aéreos dos Estados Unidos ou de Israel. Os Russos ainda não conseguiram descobrir como Israel fez isso, mas a presença de materiais nucleares na base Síria foi confirmada. Este pode ter sido pelo menos o local de montagem de uma bomba suja e talvez até mesmo uma instalação nuclear clandestina.

Existem rumores de que os Norte-Coreanos estariam pesadamente envolvidos nisso, e estariam atualmente ajudando a Síria a aperfeiçoar uma explosão aérea que aumentaria dramaticamente as fatalidades fazendo com que uma ogiva exploda na atmosfera acima da sua cidade alvo.

O New York Times revelou que em seis de outubro oficiais Turcos apresentaram a Damasco um “dossiê Israelense” sobre o programa nuclear Sírio, que Israel transmitiu a Washington antes de seu ataque aéreo de seis de setembro. O propósito de Israel em transmitir o dossiê a Ancara foi de demonstrar que a atividade nuclear Síria poderia ser um problema para a vizinha Turquia bem como para os interesses regionais dos Estados Unidos e para Israel. O Presidente Sírio Assad prometeu que retaliaria em momento e de forma à escolha da Síria.

De acordo com o DEBKAfile, na noite passada (terça-feira, 11 de outubro de 2007) a Síria colocou os serviços de defesa civil em um estado de prontidão e mobilizou seus reservistas. Hospitais públicos e militares em toda a Síria também foram alertados. Todas essas medidas e a retórica que as acompanhou indicam fortemente que o regime Sírio está convencido de que um ataque Americano ou Israelense, ou ataques de ambos contra a Síria e o Irã devem acontecer em breve.

“Eu não posso jogar jogos de expectativa”, disse o governante Sírio. “Eu preciso estar pronto para qualquer operação Americana ou Israelense contra o Irã ou a Síria”.

E finalmente, Hugo Chavez e Mahmoud Ahmadinejad escolheram Damasco como centro de coordenação para as atividades militares e de inteligência secretas dos governos anti-EUA no Oriente Médio e na América Latina.

Os EUA, que provavelmente teriam que dar aprovação antecipada a qualquer movimento de Israel contra Damasco, têm boas razões para dizer sim, devido à interferência da Síria no Líbano e no Iraque. O Presidente Bush informou o Primeiro Ministro Israelense Olmert deque está abrindo canais secretos com o governo Sírio para tentar resolver essas questões através de negociações, mas assegurou que não aconteceria nenhuma discussão sobre Golã. Se essas negociações falharem em tirar a Síria dos assuntos Libaneses e Iraquianos, os EUA teriam fortes motivos para dar luz verde quando chegar a hora de Israel agir.

Conquanto tudo isso seja mais do que Katie Couric (âncora do CBS Evening News) esteja disposta a dividir com você, é uma questão de registro público. Minha estimativa é que há muito mais acontecendo do que o que nós sabemos, fazendo as coisas parecerem ainda mais urgentes. Então, vamos dar outra olhada em Isaías 17, Um Oráculo Contra Damasco, enquanto isso ainda é profecia.

Um oráculo contra Damasco:

“PESO de Damasco. Eis que Damasco será tirada, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas. As cidades de Aroer serão abandonadas; hão de ser para os rebanhos que se deitarão sem que alguém os espante” (Isaías 17.1-2).

Por causa da linguagem nestes versos, muitos estudiosos crêem que esta profecia foi somente parcialmente cumprida quando os Assírios derrotaram os Arameus e invadiram sua capital, Damasco, em 732 AC. Até os dias de hoje, Damasco é vista como a mais antiga cidade continuamente habitada do mundo, com uma história de 5000 anos e uma população de quase 2 milhões, ainda assim Isaías 17:1 indica que ela um dia deixará de existir.

Alguns acreditam que a frase “cidades de Aroer” se refere ao território Arameu a leste do Rio Jordão ao redor de Rio Arnon, que corre para o Mar Morto no sul da Jordânia. Entretanto, a Enciclopédia Judaica declara que esta frase em Isaías 17.2 está provavelmente traduzida incorretamente, por causa de sua distância geográfica de Damasco. Conquanto digam que pode ter havido outra Aroer perto de Damasco, é mais provável que a passagem devesse ser escrita “suas cidades serão abandonadas”. Se aquela for a tradução correta, incluirá a fortaleza do Hezbollah no Vale de Bekaa no Líbano, que era parte do território Arameu no tempo de Isaías, e está em uma linha direta entre Beirute e Damasco.

“E a fortaleza de Efraim cessará, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos. E naquele dia será diminuída a glória de Jacó, e a gordura da sua carne ficará emagrecida. Porque será como o segador que colhe a cana do trigo e com o seu braço sega as espigas; e será também como o que colhe espigas no vale de Refaim” (Isaías 17:3-5).

Este segmento fala da queda de Samaria 10 anos depois em 722 AC, e a sistemática realocação de todos que demonstravam alguma tendência de liderança para as partes longínquas do Império Assírio. Essa era a política Assíria padrão para reduzir a possibilidade de rebelião subseqüente entre seus povos conquistados. Jacó e Efraim são nomes alternados para o Reino do Norte e Samaria era sua capital. Judá era o nome dado ao Reino do Sul, mais tarde alterado para Judéia nas eras Grega e Romana.

“Porém ainda ficarão nele alguns rabiscos, como no sacudir da oliveira: duas ou três azeitonas na mais alta ponta dos ramos, e quatro ou cinco nos seus ramos mais frutíferos, diz o Senhor Deus de Israel” (Isaías 17.6).

Nem todo o povo foi disperse. Um remanescente permaneceu na terra, eliminando quaisquer dúvidas sobre a hipótese das “10 tribos perdidas”. Foi esse remanescente que veio a ser conhecido como Samaritanos no tempo de Jesus (Um leitura rápida de 2 Crônicas 11.16 mostra que todas as 12 tribos estavam representadas no Reino do Sul da Judéia no tempo da guerra civil que dividiu a nação. Não há tribos perdidas. O Senhor sempre preservou um remanescente de todas as Tribos de Israel).

“Naquele dia atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel. E não atentará para os altares, obra das suas mãos, nem olhará para o que fizeram seus dedos, nem para os bosques, nem para as imagens. Naquele dia as suas cidades fortificadas serão como lugares abandonados, no bosque ou sobre o cume das montanhas, os quais foram abandonados ante os filhos de Israel; e haverá assolação” (Isaías 17.7-9).

Esta é outra passagem problemática para aqueles que tentam relegar toda a profecia à história. Não simplesmente nenhuma razão para acreditar que os Assírios se voltaram para Deus em seguida à sua conquista de Aram e Israel. E longe de abandonar suas cidades por causa dos Israelitas, foram os Israelitas que foram derrotados e dispersos. O ainda futuro ataque Judeu a Damasco causando a destruição e o abandono das cidades Sírias, e o eventual retorno dos sobreviventes para seu Deus é um cumprimento muito mais provável. E isso pode ocorrer em breve.

“Porque te esqueceste do Deus da tua salvação, e não te lembraste da rocha da tua fortaleza, portanto farás plantações formosas, e assentarás nelas sarmentos estranhos. E no dia em que as plantares as farás crescer, e pela manhã farás que a tua semente brote; mas a colheita voará no dia da angústia e das dores insofríveis” (Isaías 17.10-11).

Asshur, pai dos assírios, e Aram, pai dos Arameus eram ambos filhos de Sem. O filho de Aram, Uz, é o tradicional fundador de Damasco. O conhecimento de Deus nas memórias desses patriarcas não pode ser questionado. Não é que eles nunca O conheceram, mas eles O esqueceram, eles O abandonaram em favor dos deuses Cananeus da região, Baal e sua consorte Astarote (também conhecida como Asherah, Astarte, Ishtar, Afrodite, Vênus). Atualmente a Síria é quase totalmente Muçulmana. Até que retornem ao seu Criador e Salvador nenhum de seus planos e esquemas prosperará no longo prazo.

Mas eles irão retornar para Ele. Em Isaías 19 nos é dito que na Era do Reino haverá uma estrada se estendendo do Egito até a Assíria, e ambos estarão com Israel para receber as bênçãos do Senhor (Isaías 19.23-25).

“Ai do bramido dos grandes povos que bramam como bramam os mares, e do rugido das nações que rugem como rugem as impetuosas águas. Rugirão as nações, como rugem as muitas águas, mas Deus as repreenderá e elas fugirão para longe; e serão afugentadas como a pragana dos montes diante do vento, e como o que rola levado pelo tufão. Ao anoitecer eis que há pavor, mas antes que amanheça já não existe; esta é a parte daqueles que nos despojam, e a sorte daqueles que nos saqueiam” (Isaías 17.12-14).

Tendo conquistado os Arameus e o Reino do Norte, os Assírios voltaram seus olhos para o Reino do Sul, Judá. O Rei Assírio Senaqueribe trouxe seus exércitos quase que literalmente aos portões de Jerusalém, tão perto que seus comandantes estavam a uma distância que lhes permitia falar com os defensores Judeus. Na noite anterior ao seu ataque, o Senhor enviou Seu anjo ao acampamento Assírio no Monte Scopus para matar 185.000 soldados Assírios. Antes do amanhecer eles se levantaram e fugiram, terminando 44 anos de conquistas (Isaías 37.36-38). Este momento na história de Israel se encaixa de tal forma com a visão Judaica dos Tempos do Fim que Senaqueribe é visto por eles como um tipo do anticristo, enquanto o Rei de Judá Ezequias é um modelo do Messias.

Mas note que Isaías fala de muitas nações bramando contra o povo de Deus, não somente Assíria, levando-nos uma vez mais a considerar a derrota de Senaqueribe como um cumprimento parcial.

Hoje muitas nações estão agitadas contra Israel. A Conferência de Paz para o Oriente Médio agendada para novembro poderia ver Israel sozinho contra uma irresistível pressão para negociar sua própria existência. Síria e Irã estão certos de que Israel ou os EUA, ou ambos, atacarão em breve, e estão agindo de acordo. Podemos facilmente visualizar um cenário que inclui o cumprimento final de Isaías 17, a destruição de Damasco.

A frase “rugido de muitas águas” é freqüentemente usada para descrever um alto clamor. Tal coisa certamente causaria um incrível alvoroço entre as nações, e muitos clamores altos.

Se escutar com atenção, você quase pode ouvir os passos do Messias. Atualizado em 13-10-07