A Batalha de Ezequiel 38-39 - Parte 2

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley - www.gracethrufaith.com

Existem três fatores que pareceriam argumentar conta o cumprimento da profecia de Ezequiel em nosso futuro imediato. Já que a primeira, a mudança de lados da Turquia, já é uma conclusão consumada, alcançar ainda que uma mera percepção de paz no Oriente Médio e remover os EUA da equação parecem ser as duas últimas pre-condições remanescentes para o cumprimento de Ezequiel 38-39. Sendo esse o caso, a iniciativa da Europa/ONU merece ser observada de perto. Para nos ajudar a ter uma perspectiva profética, começamos uma revisão desses dois capítulos no artigo anterior. Aqui está a segunda parte.

"Assim diz o Senhor Deus: 'E acontecerá naquele dia que subirão palavras no teu coração, e maquinarás um mau desígnio, e dirás: "Subirei contra a terra das aldeias não muradas; virei contra os que estão em repouso, que habitam seguros; todos eles habitam sem muro, e não têm ferrolhos nem portas; a fim de tomar o despojo, e para arrebatar a presa, e tornar a tua mão contra as terras desertas que agora se acham habitadas, e contra o povo que se congregou dentre as nações, o qual adquiriu gado e bens, e habita no meio da terra". Sebá e Dedã, e os mercadores de Társis, e todos os seus leõezinhos te dirão: "Vens tu para tomar o despojo? Ajuntaste a tua multidão para arrebatar a tua presa? Para levar a prata e o ouro, para tomar o gado e os bens, para saquear o grande despojo?"'" (Eze 38.10-13)

Israel é descrito aqui como um país em paz na gíria dos dias de Ezequiel, uma terra de aldeias não muradas, quando esta coalisão inimiga ataca, e outros países não mencionados antes o percebem.

Seba e Dedã são primeiramente mencionados como netos de Cushe em Gêneses 10.7. Mais tarde, em Gêneses 25.3, lemos a respeito de netos de Abraão também chamados Seba e Dedã, filhos de Jocsã, filho de Abraão com sua 2ª esposa, Quetura. Nesta passagem não está claro a qual par de netos se refere, mas comentários, apesar disso, identificam esses dois como representantes das nações da Península Arábica, notadamente a Arábia Saudita. De acordo com os arqueologistas W. F. Albright e Wendell Philips, Seba ficava na extremidade sudoeste da Península Arábica, do outro lado do Mar Vermelho em relação à atual Etiópia. Seba é conhecida na história como Sabá, no sul da Arábia, terra dos Sabaenses da geografia clássica, que comerciavam especiarias com outros povos do mundo antigo. Dedã era provavelmente o habitat dos Árabes na parte norte do Deserto da Arábia, que é a Arábia Saudita de hoje. A antiga capital da Arábia Saudita ainda é chamada de Dedã em muitos mapas hoje em dia.

Társis era filho de Javan, que se estabeleceu na região sul da Grécia. Alguns vêem seu nome como uma referência à antiga Tartessus, um porto marítimo no sul da Espanha, perto de Gibraltar. Outros recordam as embarcações marítimas dos Fenícios, que navegavam os "navios de Társis" desde as proximidades de Cádiz até à Inglaterra em busca de estanho, um metal utilizado na fabricação do bronze e outras ligas, que eles mineravam em Cornwall. Alguns acreditam que o nome Britânia é na verdade derivado  de uma palavra Fenícia que significa "fonte de estanho". Se é assim, como os navios de Társis traziam estanho para o mundo antigo, esta referência poderia ser sobre a Grã-Bretanha transformar os "leões" (KJV) ou "vilarejos" (NVI) de Társis em colônias Britânicas, das quais os EUA são hoje a mais proeminente. O fato de que o leão é um símbolo do Império Britânico dá apoio a este ponto de vista.

Dito tudo isso, o ponto mais provocativo aqui é a mesma coalisão de países ocidentais que libertou o Kuwait e depôs Saddam Hussein não está engajada aqui, mas ao contrário questionam as intenções dos invasores ao largo. Esta é principal razão por que eu não creio que esta batalha seja o Aramagedom de Apocalipse 16.16. Existem muitos países importantes que não estão envolvidos quando, de acordo com Zacarias 14.2, todas as nações da terra estarão reunidas para a batalha final.

"Portanto, profetiza, ó filho do homem, e dize a Gogue: 'Assim diz o Senhor Deus: "Porventura não o saberás naquele dia, quando o meu povo Israel habitar em segurança? Virás, pois, do teu lugar, do extremo norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande ajuntamento, e exército poderoso, e subirás contra o meu povo Israel, como uma nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias sucederá que hei de trazer-te contra a minha terra, para que os gentios me conheçam a mim, quando eu me houver santificado em ti, ó Gogue, diante dos seus olhos."'" (Ezequiel 38.14-16)

Aqui o Senhor deixa inconfundivelmente clara a Sua intenção. Ele está orquestrando este evento para revelar a Si mesmo para o mundo novamente. Os anos e anos de debates sobre a existência de Deus, começando com a Escola Alemã de Alto Criticismo nos anos 1800 e continuando com o Racionalinsmo Moderno dos anos 1950, serão reduzidos a nada enquanto Deus usa esta batalha para enfiar Sua cabeça através do tecido do céu e gritar, "Eu ainda estou aqui!"

"Assim diz o Senhor Deus: 'Não és tu aquele de quem eu disse nos dias antigos, por intermédio dos meus servos, os profetas de Israel, os quais naqueles dias profetizaram largos anos, que te traria contra eles? Sucederá, porém, naquele dia, no dia em que vier Gogue contra a terra de Israel, diz o Senhor Deus, que a minha indignação subirá à minha face. Porque disse no meu zelo, no fogo do meu furor, que, certamente, naquele dia haverá grande tremor sobre a terra de Israel; De tal modo que tremerão diante da minha face os peixes do mar, e as aves do céu, e os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra, e todos os homens que estão sobre a face da terra; e os montes serão deitados abaixo, e os precipícios se desfarão, e todos os muros desabarão por terra. Porque chamarei contra ele a espada sobre todos os meus montes, diz o Senhor Deus; a espada de cada um se voltará contra seu irmão. E contenderei com ele por meio da peste e do sangue; e uma chuva inundante, e grandes pedras de saraiva, fogo, e enxofre farei chover sobre ele, e sobre as suas tropas, e sobre os muitos povos que estiverem com ele. Assim eu me engrandecerei e me santificarei, e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações; e saberão que eu sou o Senhor.'" (Ezequiel 38.17-23)

Com sinais remanescentes de todas as guerras celestiais do passado, o Senhor se ergue em ira para executar juízo contra os invasores de Sua terra e inimigos do Seu povo. E como fez antes, Ele semeia confusão no coração dos inimigos de Israel para que comecem a atacar a si mesmos enquanto Ele saca as clássicas armas da intervenção divina. Terremotos, pragas, derramamento de sangue, chuva, granizo e enxofre ardente; esses são os sinais característicos. Nem Israel, nem a coalisão inimiga, nem aqueles que observam de longe deixarão de interpretá-los corretamente.

Assim termina o capítulo 38. Na próxima vez veremos por que alguns pensam que esta batalha será nuclear e mais uma boa razão porque esta não será a última batalha da Era do Homem. Nos vemos então.