Os Tempos do Fim Segundo Isaías, Parte 6

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley - www.gracethrufaith.com

Desta vez começaremos com uma passagem de quatro capítulos muito descritiva devotada à destruição que está por vir sobre a Terra no Fim dos Tempos. Antes de terminarmos veremos a Terra julgada, Babilônia destruída, o Messias revelado, a Igreja Arrebatada, Satanás julgado, Israel restaurado e até mesmo um vislumbre da Eternidade.

Isaías 24, A Devastação da Terra Pelo Senhor
EIS que o Senhor esvazia a terra, e a desola, e transtorna a sua superfície, e dispersa os seus moradores. E o que suceder ao povo, assim sucederá ao sacerdote; ao servo, como ao seu senhor; à serva, como à sua senhora; ao comprador, como ao vendedor; ao que empresta, como ao que toma emprestado; ao que dá usura, como ao que paga usura. (Isaías 24:1-2)

Ninguém escapará a esse julgamento futuro. Ele será global e impactará a todos. Em Jeremias 30:11 aprendemos que um dos objetivos do Senhor na Grande Tribulação será destruir completamente as nações entre as quais Seu povo foi espalhado.

De todo se esvaziará a terra, e de todo será saqueada, porque o Senhor pronunciou esta palavra. A terra pranteia e se murcha; o mundo enfraquece e se murcha; enfraquecem os mais altos do povo da terra. Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna. (Isaías 24:3-4)

A causa desse julgamento é a desobediência do povo da Terra. A aliança eterna é o acordo pelo qual o Filho (Jesus) concordava em morrer por nossos pecados e, em troca, o Pai (Deus) concordou em nos perdoar. A humanidade não é parte do acordo, somos somente beneficiários. O Pai e o Filho fizeram sua parte e mantiveram Sua palavra, mas o povo da Terra recusou aceitar suas provisões e ser salvo. É esta desobdiência que finalmente traz o juízo de Deus, porque Ele oferece a provisão para que eles escapem.

Por isso a maldição tem consumido a terra; e os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da terra, e poucos homens restam. Pranteia o mosto, enfraquece a vide; e suspiram todos os alegres de coração. Cessa o folguedo dos tamboris, acaba o ruído dos que exultam, e cessa a alegria da harpa. Com canções não beberão vinho; a bebida forte será amarga para os que a beberem.
Demolida está a cidade vazia, todas as casas fecharam, ninguém pode entrar. Há lastimoso clamor nas ruas por falta do vinho; toda a alegria se escureceu, desterrou-se o gozo da terra. Na cidade só ficou a desolação, a porta ficou reduzida a ruínas. Porque assim será no interior da terra, e no meio destes povos, como a sacudidura da oliveira, e como os rabiscos, quando está acabada a vindima.
(Isaías 24:6-13)

Veremos uma referência a Babilônia em alguns versos. Acho que estes versos falam de uma cidade típica da Terra. Por toda a era do homem, as cidades sempre foram mais corruptas do que os vilarejos do interior. Faz sentido que elas sejam todas destruídas.

Estes alçarão a sua voz, e cantarão com alegria; e por causa da glória do Senhor exultarão desde o mar. Por isso glorificai ao Senhor no oriente, e nas ilhas do mar, ao nome do Senhor Deus de Israel. Dos confins da terra ouvimos cantar: "Glória ao justo". (Isaías 24:14-16a)

Crentes da tribulação serão os únicos na terra que entenderão o que está acontecendo. Ele verão a justiça de Deus nesses juízos e O louvarão por eles.

Mas eu disse: "Emagreço, emagreço, ai de mim! Os pérfidos têm tratado perfidamente; sim, os pérfidos têm tratado pérfidamente".

O temor, e a cova, e o laço vêm sobre ti, ó morador da terra. E será que aquele que fugir da voz de temor cairá na cova, e o que subir da cova o laço o prenderá; porque as janelas do alto estão abertas, e os fundamentos da terra tremem. De todo está quebrantada a terra, de todo está rompida a terra, e de todo é movida a terra. De todo cambaleará a terra como o ébrio, e será movida e removida como a choça de noite; e a sua transgressão se agravará sobre ela, e cairá, e nunca mais se levantará.
(Isaías 24:16b- 20)

Jesus disse que os juízos da Grande Tribulação excederão a tudo o que o mundo já viu ou jamais verá (Mat. 24:21). Isso significa que a utilização que Isaías faz da linguagem reminiscente do Dilúvio é uma meia-verdade. Quando eles terminarem, nenhum prédio tera sido deixado de pé, todas as montanhas terão desmoronado. Terremotos abrirão enormes fendas na superfície da terra

Acredito que um propósito da Grande Tribulação será preparar a Terra para ser feita de novo, colocá-la novamente na condição em que estava quando Adão chegou. Isso significa que tudo o que o homem tenha feito para degradar e poluir o planeta terá que ser revertido. Acredito também que ela terá que ser reajustada em seu eixo, trazida de volta à sua rotação de 360 dias ao redor do Sol, e também ter seu clima sub-torpical global restaurado.

E será que naquele dia o Senhor castigará os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra sobre a terra. E serão ajuntados como presos numa masmorra, e serão encerrados num cárcere; e outra vez serão castigados depois de muitos dias. E a lua se envergonhará, e o sol se confundirá quando o Senhor dos Exércitos reinar no monte Sião e em Jerusalém, e perante os seus anciãos gloriosamente. (Isaías 24:21-23)

Este resumo dos juízos dos Tempos do Fim diz tudo. Os poderes dos Céus se referem a Satanás e sua horda. Os reis da terra abaixo são os líderes que se alinharam com Satanás contra Deus (Você consegue dizer o nome de um que não tenha?). Como vimos em Isaías 14 eles todos terminarão juntos no inferno, enquanto o Deus Todo Poderoso finalmente tomará posse do que é Seu, e reinará em glória entre os anciãos de Israel.

E a glória do Senhor entrou na casa pelo caminho da porta, cuja face está para o lado do oriente. E levantou-me o espírito, e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor encheu a casa. E disse-me: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre. (Ezequiel 43:4-5,7)

Isaías 25, Glória Ao Senhor
Ó SENHOR, tu és o meu Deus; exaltar-te-ei, e louvarei o teu nome, porque fizeste maravilhas; os teus conselhos antigos são verdade e firmeza. Porque da cidade fizeste um montão de pedras, e da cidade forte uma ruína, e do paço dos estranhos, que não seja mais cidade, e jamais se torne a edificar. Por isso te glorificará um povo poderoso, e a cidade das nações formidáveis te temerá. (Isaías 25:1-3)

Por sua descrição podemos dizer que a cidade a que Isaías se refere aqui é Babilônia. Sobreviventes da Tribulação que entrarem no Milênio se lembrarão de quão poderosa ela foi e como foi totalmente destruída. Eles e seus filhos honrarão o Senhor, se por nenhuma outra razão, por saberem que Ele poderia facilmente fazer o mesmo com eles.

Porque foste a fortaleza do pobre, e a fortaleza do necessitado, na sua angústia; refúgio contra a tempestade, e sombra contra o calor; porque o sopro dos opressores é como a tempestade contra o muro. Como o calor em lugar seco, assim abaterás o ímpeto dos estranhos; como se abranda o calor pela sombra da espessa nuvem, assim o cântico dos tiranos será humilhado. (Isaías 25:4-5)

O Salmista disse que o Senhor é um escudo para nós (Salmos 3:3), nosso refúgio e fortaleza (Salmos 91:2). O poder protetor de Deus manterá os impiedosos encurralados durante Seu reinado de 1000 anos, e no final Ele os destruirá como destruiu Babilônia.

E o Senhor dos Exércitos dará neste monte a todos os povos uma festa com animais gordos, uma festa de vinhos velhos, com tutanos gordos, e com vinhos velhos, bem purificados. E destruirá neste monte a face da cobertura, com que todos os povos andam cobertos, e o véu com que todas as nações se cobrem.Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará o opróbrio do seu povo de toda a terra; porque o Senhor o disse.

E naquele dia se dirá: "Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos". (Isaías 25:6-9)

Em Isaías 65:17-25 o profeta deixou claro que o povo da Terra não será imortal durante o Milênio, apesar de a logevidade média crescer dramaticamente. Aqui Isaías está apontando para o final do Milênio, quando Deus dará a todo o Seu povo a mesma bênção da imortalidade que terá dado à Igreja no Arrebatamento. E a primeira providência para celebrar esta bênção será um grande banquete com pratos de gourmet, carnes de primeira e vinhos finos.

Este pode ser o único vislumbre real da Eternidade na Bíblia. Muito adequado que ele inclua pratos e bebidas de gourmet. Isto nos mostra que seremos seres físicos desfrutando de alguns dos mesmos interesses e desejos que temos aqui, mas sem os efeitos colaterais negativos. Imagine assentar-se em um grande banquete com toda a família do homem, preparado e ciceroneado pelo próprio criador. Conehceremos intuitivamente uns aos outros, com todos expressando o perfeito amor que os irmãos e irmãs mais próximos têm um pelo outro. Como a Igreja teremos experimentado esse tipo de coisa antes, e teremos especial deleite em saber que agora toda a raça humana finalmente terá um só acorde para sempre. Observando o espanto de nossos recém aperfeiçoados irmãos e irmãs do Milênio nos lembraremos dos dias logo após o arrebatamento, agora há mais de 100 anos no passado, quando nos sentimos assim pela primeira vez.

No verso 9 a palavra Hebraica para Deus é Elohim, Seu nome de criador, pelo qual os nossos primeiros ancestrais O conheciam. A palavra pa Senhor é o tetragrama, JHWH. Essas são as quatro iniciais para o nome de Deus na Antiga Aliança, falado com reverência e medo por Israel. E a palavra para "Sua salvação" é Yeshua, o nome de Jesus, mediador da Nova Aliança, o nome acima de todos os nomes. Do primeiro homem ao último, bradaremos os nomes de Deus em louvor e ação de graças.

Porque a mão do Senhor descansará neste monte; mas Moabe será trilhado debaixo dele, como se trilha a palha no monturo. E estenderá as suas mãos por entre eles, como as estende o nadador para nadar; e abaterá a sua altivez com as ciladas das suas mãos. E abaixará as altas fortalezas dos teus muros, abatê-las-á e derrubá-las-á por terra até ao pó. (Isaías 25:10-12)

Como a nação chamada Moabe desapareceu da Terra quando Nabucodonosor a destruiu no 6º século AC, comentaristas vêem esta referência a Moabe como sendo simbólica dos inimigos do Senhor no final do Milênio. Ante que Ele possa levar a humanidade ao seu destino eterno, o Senhor precisa destruir todos os Seus inimigos. Falando das responsabilidades do Senhor no Tempo do Fim, Paulo escreveu,  Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus pés. Ora, o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte. (1 Cor. 15:25-26)

Uma vez que Ele tenha derrubado a rebelião final no fim do Milênio, a morte será o único inimigo restante. Apo. 20:14 siz que a morte e o inferno serão lançados no Lago de Fogo depois do juízo do Grande Trono Branco. Quando isso acontecer, a humanidade poderá ser tornada imortal, e a eternidade poderá começar. Isto nos diz que os crentes do Milênio receberão corpos aperfeiçoados naquele momento, porque ninguém que possua a naturesa pecaminosa pode ser feito imortal.

No próximo episódio retomaremos nos capítulos 26 e 27 e veremos o Arrebatamento da Igreja, a derrota de Satanás e a libertação de Israel. Fique ligado. 14-02-14