Guerra e Paz no Oriente Médio

Uma Perspectiva por Jack Kelley - www.gracethrufaith.com

“Se vós vindes a mim pacificamente e para me ajudar, o meu coração se unirá convosco; porém, se é para me entregar aos meus inimigos, sem que haja deslealdade nas minhas mãos, o Deus de nossos pais o veja e o repreenda.” (1 Cron 12.17)

“E curam superficialmente a ferida da filha do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz.” (Jer 6.14)

Em um estudo de contrastes, dois eventos importantes foram anunciados esta semana que demonstram a volatilidade do Oriente Médio nestes dias.

 

O primeiro foi um relatório que recebi declarando que uma reunião entre o Quarteto (EUA, ONU, União Européia e Rússia), a Autoridade Palestina e líderes Israelenses acontecerá no Egito em meados de julho. O encontro foi anunciado por Javier Solana da União Européia, e apresentará Tony Blair em seu primeiro compromisso como o enviado do Quarteto ao Oriente Médio.

De acordo com um relatório no The Daily Star Egypt, estas nações estão muito próximas de finalizar um tratado de paz entre Israel e os palestinos. Ele apresentaria uma solução bi-estatal similar à que é dito ter sido apresentada a Yassir Arafat na reunião de Camp David em 2000 pelo Primeiro Ministro Israelense Ehud Barak e pelo então Presidente Bill Clinton. (Apesar de ser praticamente tudo o que exigia, Arafat recusou e foi para casa para iniciar a Intifada de 2000.)

Aparentemente palestinos ‘moderados’ estão agora prontos para assinar um tal tratado de paz com Israel. “Está parecendo positivo na Margem Ocidental,” diz o repórter, onde Israel devolveu fundos de impostos à Autoridade Palestina e a União Européia retomou relações com a Autoridade Palestina. O Presidente Palestino Abbas também gosta do apoio dos EUA, Egito, Arábia Saudita e Jordânia.

Abbas está realmente mais forte do que antes já que ele e seu partido Fatah não mais necessitam de aprovação do Hamas, como era o caso durante seu goverdo unificado. Se este plano tiver sucesso, o Hamas será relegado ao status de organização terrorista no controle de uma isolada Faixa de Gaza, enquanto o Estado Palestino ocuparia uma área substancialmente ampliada da Margem Ocidental. O sucesso recente do Hamas em conseguir a libertação do repórter da BBC Alan Johnston foi uma tentativa de responder a essa marginalização e voltar à tendência principal.

Alguns dizem que esse encontro no Egito poderia na verdade resultar em paz entre Israel e os Palestinos antes do final de Julho. Se isso realmente acontecer, e se as determinações do tratado forem seguidas, isso poderá iniciar o período de paz que nos leva à Batalha de Ezequiel 38. Pense nas possibilidades. A cerca de segurança poderia cair, para ser substituída por uma força de paz internacional que dará a Israel uma falsa sensação de segurança em uma terra de vilarejos sem muros. A força de paz poderia até mesmo incluir os russos, dando-lhes uma desculpa para ter um contingente de tropas no Oriente Médio. Isso merece observação.

“As estradas estão desoladas, cessou o que passava pela vereda, ele rompeu a aliança, desprezou as cidades, e já não faz caso dos homens. A terra geme e pranteia, o Líbano se envergonha e se murcha; Sarom se tornou como um deserto; e Basã e Carmelo foram sacudidos.” (Isa 33.8-9)

Notícias do outro evento chegaram no meu email na sexta-feira 6 de julho. De acordo com fontes árabes e iranianas a crise no Líbano pode irromper em violência em meados de julho. Isso é quando a oposição libanesa apoiada pelo Hizballah ameaçou criar um segundo governo para desafiar o direito do regime pro-oeste de al-Siniora de governar. O Hizballah poderia até mesmo apontar suas armas para alvos libaneses em Beirute em um esforço para desmontar o governo de al-Siniora.

Enquanto várias razões políticas são dadas como justificativa para a crise, na verdade ela está sendo criada pela Síria em um esforço para relizar um golpe no Líbano e tomar o governo. Em reconhecimento ao potencial para violência, a Síria ordenou a todos os seus cidadãos vivendo no Líbano que retornem para casa até 15 de julho. O estabelecimento de um governo rival poderia literalmente dividir o Líbano ao meio com o sul e o leste seguindo a oposição enquanto o norte e o oeste permanecem leais ao atual governo. (A parte sul do Líbano divide fronteira com Israel e a porção oriental está próxima da Síria.)

Certo do resultado, o exército sírio já está construindo posições fortificadas e cavando trincheiras no Líbano ocidental, e o Hizballah está movimentando armas e equipamentos para o sul em sua ainda mais flagrante violação da resolução da ONU. Sua intenção é criar uma zona militar em preparação para uma guerra com Israel.

A oposição acredita que o exército libanês permanecerá neutro nessa tentativa de golpe, e as tropas da ONU, estacionadas lá para evitar outra guerra com Israel, perceberão que sua segurança não pode ser assegurada e partirão.

A Síria também abriu uma passagem na fronteira com Israel que tem estado fechada por 40 anos. Ela fica em Golã e seu propósito é permitir que terroristas sírios entrem em Israel. Esses terroristas chamam a si mesmos de lutadores da resistência cujo alvo é libertar Golã. Eles estarão seguindo uma estratégia similar àquela que os palestinos têm usado contra Israel no sul, com bombardeios suicidas e outros ataques contra alvos civis e militares. Eles foram treinados na Síria no último ano e agora estão prontos para passar à ofensiva.

Observadores acreditam que essa é uma nova tentativa de atrair Israel para um confronto com a Síria e seu aliado o Hizballah. Parece que novos especialistas estão se apresentando com previsões de uma guerra no verão entre Israel e a Síria quase todos os dias.O último foi Dennis Ross, ex negociador chefe americano no Oriente Médio.

Se for permitido que a tentativa de golpe da Síria no Líbano amadureça, as chances são de que a guerra que todos estão prevendo irá de fato acontecer. E por incrível que pareça, a Síria está armando mísseis com ogivas químicas para usar contra Israel, acreditando que se eles os lançarem, Israel irá destruir Damasco como retaliação. Por conseguinte, eles estão retirando os arquivos nacionais de Damasco para preservar seus registros em tal eventualidade. É como se eles tivessem lido Isaías 17 e aceitado o resultado como um preço razoável de se pagar.

Saberemos em uma semana ou duas se algum ou ambos esses eventos ocorrerão como anunciado. Se não for o tempo de Deus, algo acontecerá no último minuto para pará-los. Mas se eles estiverem no topo de Sua agenda, então no final de julho, e bastante possível que as “dores de parto” que estamos experimentando terão dado um grande salto em freqüência e intensidade, significando que nosso “parto” pode estar chegando mais rápido do que pensamos.

Se você ainda tem um pé no Reino e o outro no Mundo, este é o tempo de dar o passo final e tomar com seriedade a preparação para a sua próxima vida. Esta pode estar quase terminada. Você quase pode ouvir os passos do Messias.

07-07-07