E Quanto aos Pigmeus na África?

Um Comentário por Jack Kelley – www.gracethrufaith.com

Sempre que falo sobre a alegação da Bíblia de que Deus oferece o único caminha para a salvação e que Jesus disse “Ninguém vem ao Pai senão por Mim”, alguém está inclinado a fazer essa pergunta. Não parece justo para nós que alguém seja excluído do Reino simplesmente porque nunca teve uma chance de ouvir sobre Jesus. Bem no calcanhar disso alguém diz “E quanto aos retardados mentais que não podem entender a necessidade de salvação? Estão condenados?” Bem, vamos tratar ambos os casos de uma vez por todas.

Você Está Por Aí, Deus?

Primeiro os pigmeus. Em Romanos 1.20 a base está claramente estabelecida. De qualquer um capaz de olhar para a criação é esperado compreender que ela não poderia ter simplesmente acontecido. Alguém tem que tê-la feito. Se o nosso pigmeu hipotético pensar quem poderia ter sido, uma promessa de Mateus se tornará realidade. Quem pede recebe, quem busca encontra, quem bate a porta se lhe abre (Mat 7.7-8). O fato de que nós não observemos isso acontecendo, ou mesmo não entendamos como isso possa ter acontecido, é irrelevante. O Senhor prometeu que se você buscá-Lo de todo o coração O encontrará (Jer 29.13). Ponto.

Ninguém que não poderia saber será condenado, mas de todos é esperado pelo menos saber que há um Criador. Interessantemente, todos sabem. Todas as religiões pagãs começam com a premissa de que há um deus. Como eles souberam disso? Olhando em volta! Estou persuadido além da dúvida razoável de que uma vez que alguém O busque, mesmo sem saber exatamente Quem Ele é, nosso Deus que ama cada um de seus filhos além da medida, moverá céu e terra para Se revelar o suficiente para permitir uma conclusão informada da parte do que busca.

Nos versos de Romanos 1 Paulo escreve sobre condenação. Não daqueles que não poderiam saber, mas daqueles que sabiam e creditaram a algo diferente.

Responsabilidade e Privilégio

Agora, e quanto aos mentalmente retardados? O princípio em ambos esses casos, a propósito, é que a responsabilidade é uma função do privilégio, onde privilégio significa exposição ao conhecimento. Quanto mais privilegiado você é em saber, mais responsabilidade você tem, e vice-versa. Qualquer limitação ao entendimento serve para moderar a responsabilidade. O princípio chamado de “idade da responsabilidade” se aplica aqui. Eu penso que a razão para que essa idade não seja claramente especificada na Bíblia é que ela é uma idade intelectual não cronológica. As Escrituras ensinam que somente o Senhor conhece os pensamentos e intentos do coração. Ele somente pode dizer se uma pessoa é capaz de compreender Sua oferta de salvação. Se sim a pessoa é responsável por agir sobre isso; se não, ela não é. Os mentalmente retardados são em geral intelectualmente imaturos, e como as criancinhas eles simplesmente não compreendem algumas coisas. Todas as crianças, a Bíblia nos diz, pertencem ao Senhor. Desde a concepção até serem intelectualmente maduras o bastante para compreender e escolher, elas são dEle. Se nunca chagarem a esse tempo, elas são para sempre dEle. Ponto.

Paulo escreve, “E eu, nalgum tempo, vivia sem lei, mas, vindo o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri” (Rom 7.9). Ele está falando sobre pertencer ao Senhor quando criança. Quando chegou à idade da responsabilidade, ele se tornou um adulto. Sua situação de “nascido salvo” expirou e ele teve que conscientemente renová-lo (nascer de novo) ou se perder. Não tivesse ele jamais alcançado a capacidade mental de compreender isso, nunca teria perdido sua situação original.

Considere o bar Mitzvah, onde um garoto Judeu entra na idade adulta e demonstra sua capacidade intelectual. Na cerimônia seu pai ora, “Senhor, obrigado por me dar este filho e obrigado por agora me desencarregar de qualquer outra responsabilidade por ele”. O garoto é liberado do cuidado de seu pai e agora se torna responsável por sua própria vida como um homem. Poderia ser esse um dos muitos exemplos da tradição Judaica iluminando a lei de Deus?

Deus é Amor

Sim Ele é. Mas Ele também é justo e honesto, e uma tonelada de outras qualidades que O fazem Deus. E por causa disso Ele não pode ser arbitrário ou caprichoso. Isso significa que Ele não pode expressar qualquer de suas qualidades à custa de qualquer outra. Por exemplo, Ele teve que morrer por nós porque não pode ser amor sem ser também justiça. Sua justiça O impedia de nos amar tão completamente quanto desejava porque ela exigia que alguém primeiro pagasse a penalidade por nossos pecados. Nós não poderíamos, então Ele o fez, e ao satisfazer as exigências de Sua justiça Ele ofereceu a maior expressão de Seu amor. Amor e Justiça, ambos satisfeitos.

Se você já teve a oportunidade de ouvir Seu Evangelho e é intelectualmente capaz de entendê-lo, então você é responsável por aceitá-lo ou rejeitá-lo. Isso é honesto.

Considerar as pessoas responsáveis por algo que elas não poderiam saber ou compreender não seria honesto, não seria justo e não seria amor. E Deus é tudo isso e mais.