OSAS - A História Completa

Um Estudo Bíblico por Jack Kelley - www.gracethrufaith.com

Se você acompanha nossa secão "Pergunte a um Professor de Bíblia", sabe quantos comentários eu tenho recebido ultimamente que questionam a Doutrina da Segurança Eterna (Também conhecida como Uma Vez Salvo Sempre Salvo ou OSAS). Baseado em seu conteudo, concluí que muitas pessoas não entendem OSAS nem já consideraram a alternativa.

Vamos Começar do Início

É hora de colocar as coisas no lugar de uma vez por todas. O que é necessário para ser salvo? Eu acho que a melhor resposta para essa pergunta é a que o Senhor deu em João 6.28-29.

Disseram-lhe, pois: "Que faremos para executarmos as obras de Deus?" Jesus respondeu, e disse-lhes: "A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou".

Esta era uma oportunidade perfeita de listar todas as coisas que temos que fazer para cumprir os requisitos de Deus. Jesus poderia ter discorrido os 10 mandamentos. Ele poderia ter repetido o Sermão do Monte. Ele poderia ter listado qualquer número de admoestações e restrições necessárias para alcançar e manter as expectativas de Deus a nosso respeito. Mas o que Ele disse? "creiais naquele que ele enviou". Ponto. Isto era uma repetição de João 3.16, confirmando que a fé no Filho é o único requisito para a salvação.

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Alguns versos depois em João 6 Ele disse que isso não era idéia somente dEle, como se isso não fosse suficiente, mas que o Pai estava em total acordo. E não somente a nossa fé seria suficiente para nos prover vida eterna, mas que era a vontade de Dus que Jesus não perdesse nenhum daqueles que crêem. Você e eu temos sido conhecidos por desobedecer a vontade de Deus, mas Jesus alguma vez o fez? E não é Ele o que foi encarregado com a responsabilidade por jos manter? Vamos ler.

"Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia. Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6.38-40).

Só para o caso de perdermos esta promessa, Jesus a fez novamente e ainda mais claramente em João 10.28-30. "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um". O Pai e o Filho aceitaram ambos a responsabilidade pela nossa segurança. Uma vez que estejamos em Suas mãos, ninguém pode nos tirar delas.

Eu propositadamente utilizei somente palavras diretamente da boca do próprio Senhor para fazer este caso porque já posso ouvir o coro de "sim, mas" se avolumando enqunto aqueles que se recusam a tomá-las literalmente se preparam para despejar seus versos prediletos negando a Segurança Eterna, apesar de mal interpretados.

A caaracterística de Deus que nos dá o maior conforto é saber que Ele não pode mentir ou mudar de idéia ou contradizer a Si mesmo. Ele não pode dizer algo em um lugar e então dizer outra coisa totalmente diferente em outro. Ele é consistente. Se Ele diz que somos salvos somente pela nossa fé nEle, e que Ele aceitou a responsabilidade por nos manter assim, então podemos contar com isso. Como veremos, qualquer coisa na Bíblia que pareça contradizer essas declarações simples e diretas tem que estar falando sobre alguma outra coisa.

Mas primeiro, como ele coloca tanta ênfase na fé, vamos olhar mais de perto nessa palavra. O que Ele quer dizer quando diz "crer"? Tem que ser mais do que algo casual, porque estatísticas confiáveis mostram, por exemplo, que 85% daqueles que vêm à frente para "receber o Senhor" em uma cruzada ou outro evento evangelístico nunca formam qualquer conexão com uma igreja ou Classe Bíblica ou, de qualquer outra forma, demonstram um relacionamento com o Senhor posteriormente.

E Jesus falou da semente que caiu em lugares rochosos. Ele disse, "O que foi semeado em pedregais é o que ouve a palavra, e logo a recebe com alegria; Mas não tem raiz em si mesmo, antes é de pouca duração; e, chegada a angústia e a perseguição, por causa da palavra, logo se ofende" (Mateus 13.20-21). Se essas pessoas foram salvas e caíram, todas as Suas promessas acima foram quebradas. Tem que haver mais. Então, o que quer dizer crer?

A palavra grega para crer é "pitis". De acordo com a Concordância de Strong, é uma "convicção ou crença com respeito ao relacionamento com Deus e coisas divinas, geralmente com a idéia incluída de confiança e fervor santo nascidos da fé e unidos com ela". Em conexão com o Senhor Jesus, significa "uma forte e benvinda convicção ou crença de que Jesus é o Messias, através de Quem obtemos salvação eterna no reino de Deus".

O Apóstolo Paulo nos deu uma valiosa compreensão da natureza dessa crença. Ele escreveu, "Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação" (Romanos 10.9-10).

Não é somente uma coisa intelectual que nos emociona nas palavras de um preletor cativante, somente para nos deixar vazios pouco tempo depois. É uma convicção que é formada profundamente em nosso coração, a descoberta de que Jesus não é somente um homem. Ele é o próprio Deus, e tomou sobre Si mesmo a pena devida a nós por nossos pecados, que é a morte. E para provar que Deus contou Sua morte como suficiente, Ele ressuscitou Jesus dos mortos para se assentar ao Seu lado no reino Celestial (Efésios 1.20). Como Deus não pode habitar na presença do pecado, e como o salário do pecado é a morte, cada um dos nossos pecados tem que ter sido pago. Se somente um permanecesse sem pagamento, Jesus ainda estaria no túmulo. Temos que crer que Jesus se ergueu do túmulo a fim de crer que nós iremos.

É esse tipo de crença que que lhe salva e lhe mantem assim, porque põe em movimento uma cadeia de eventos que é irreversível. Existem quatro elos nessa corrente. Você fornece dois e o Senhor fornece dois. Você ouve e crê, o Senhor marca e garante.

"Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa. O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória" (Efésios 1.13-14).

(NT - a tradução do inglês da Nova Versão Internacional diz assim: "E vós também fostes incluídos em Cristo quando ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação. Tendo crido, fostes marcados nele com um selo, o prometido Espírito Santo, que é um depósito garantindo a nossa herança até a redenção daqueles que são a possessão de Deus - para louvor da sua glória".)

A palavra traduzida como "penhor" (depósito) é um termo legal. Hoje em dia diríamos Caução. É uma entrada que constitui uma obrigação legal de continuar com a aquisição. Se você já comprou uma propriedade, estará familiarizado com o termo. Se não, aqui está outro exemplo. É como se tivéssemos sido postos em "oferta". O preço foi pago e fomos tirados da vitrine até que aquele que nos comprou retorne para nos reclamar. Nesse meio tempo não podemos ser comprados por mais ninguém, porque pertencemos legalmente àquele que pagou o depósito. "... não sois de vós mesmos", nos é dito. "Porque fostes comprados por bom preço" (1 Coríntios 6.19-20).

Tudo isso aconteceu no primeiro momento de fé, antes que pudéssemos fazer qualquer coisa para ganhar ou perder nossa posição. O homem na cruz ao lado de Jesus é um protótipo dessa transação. Tendo feito algo ruim o bastante para ser executado, foi-lhe prometido um lugar no Paraíso somente porque ele acreditou em seu coração que Jesus era o Senhor de um Reino por vir.

Paulo deixou isso ainda mais claro quando repetiu essa incrível promessa em 2 Coríntios 1.21-22. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus. O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações.

(NT - novamente a tradução do inglês da NVI nos dá uma melhor compreensão dessa passagem: Mas é Deus quem faz nós e vocês permanecermos firmes em Cristo. Ele nos ungiu, colocou seu selo de propriedade sobre nós, e colocou o seu Espírito em nossos corações como um depósito, garantindo o que está por vir.)

Desta vez Ele removeu toda dúvida quanto a Quem exatamente nos mantem salvos. Mas é Deus quem faz nós e vocês permanecermos firmes em Cristo. O que poderia ser mais claro?

União e Comunhão

Se a Doutrina da Segurança Eterna é tão clara, porque todo o desacordo a respeito dela? Eu encontrei duas razões. A primeira são as duas faces da natureza de nossa relação com o Senhor. Um lado é chamado de União e é Eterna e Incondicional, baseada somente na fé. Efésios 1.13-14 descreve a nossa União com Deus, selada e garantida. Uma vez que somos nascidos de novo, não podemos deixar de sê-lo. É para sempre. O Espírito Santo é selado dentro de nós do nosso primeiro momento de fé até o dia da redenção.

O outro lado é chamado de Comunhão e é um pouco mais complicado. Comunhão é aquele estado de contínua proximidade com Deus que O habilita a nos abençoar em nossa vida diária, fazendo as coisas acontecerem para nós e nos protegendo de ataques. É como se Ele se aliasse a nós para nos dar uma vantagem sobrenatural. A Comunhão é definida em 1 João 1.8-9 como sendo terrena e dependente de nosso comportamento. Mesmo como crentes, enquanto estivermos aqui na terra, continuaremos a pecar. Como Deus não pode habitar na presença do pecado, nossos pecados não confessados interrompem nosso relacionamento terreno com Ele e podem nos privar de bênçãos que poderíamos receber de outra forma. Ainda estamos salvos no sentido eterno, mas fora da Comunhão aqui na terra.

Quando estamos fora da Comunhão, somos alvos legítimos para os ataques do nosso inimigo, exatamente como Jó foi. Seu pecado era a justiça própria e, como ele não o confessava, Deus teve que deixar Satanás afligí-lo a fim de trazê-lo à realidade. Para um exemplo do Novo Testamento, veja a Parábola do Filho Pródigo (Lucas 15.11-32). Como o filho mais moço, nós ainda pertenceremos à família do nosso Pai, mas não receberemos nenhuma de suas bênçãos enquanto estivermos fora da Comunhão. E, como Jó e o Filho Pródigo, quando retornamos para nosso Pai e confessamos os nossos pecados, somos imediatamente purificados de toda injustiça e restaurados à Comunhão.

Uma razão para que muitos cristãos vivam vidas tão derrotadas é que tendo aprendido somente sobre a parte da União de ser um crente, eles sabem somente que Deus perdoou os seus pecados e que estarão com Ele quando morrerem ou forem Arrebatados. Eles não percebem que ainda precisam confessar cada vez que pecam para estar em Comunhão. E assim, estando privados da providência de Deus, eles podem ficar desencorajados e até mesmo deixar de orar e freqüentar a igreja. Outros crentes, que também não entendem o relacionamento duplo, olham para a bagunça em que estão e pensam que devem ter perdido sua salvação. Como os amigos de Jó, procuram na Palavra de Deus por uma confirmação e, tomando versos fora do contexto, crêem ter encontrado a prova.

União e Comunhão não são idéias somente do Novo Testamento. No Antigo Testamento, mesmo quando Israel estava sendo obediente em pensamento e atitudes, fazendo seu melhor para agradar a Deus, os sacerdotes ainda tinham que sacrificar um cordeiro sobre o altar toda manhã e toda tarde pelos pecados do povo. 1 João 1.9 é o equivalente do Novo Testamento para aqueles sacrifícios diários pelo pecado. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça. Isso foi escrito para crentes que já estão salvos, mas estão em perigo de ficar fora da Comunhão por causa de seus pecados.

O Dom e o Prêmio

A outra razão porque as pessoas ficam confusas é que há dois tipos de benefícios na Eternidade. O primeiro é o Dom gratuito chamado Salvação que é dado a todos os que pedem em fé independente de mérito e garante a nossa admissão no Reino. Efésios 2.8-9 é o modelo, dizendo que a salvação é um Dom de Deus. O segundo consiste de recompensas Celestiais que podemos ganhar pelas coisas que fazemos como crentes aqui na terra. Filipenses 3.13-14 são bons versos para explicar isso. Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Em adição ao Dom, há um Prêmio.

Um dom é algo dado por amor, independente de mérito, e nunca é tomado de volta. Um prêmio, por outro lado, é algo para o qual nos qualificamos e ganhamos. E se não formos cuidadosos podemos perdê-lo (Apocalipse 3.11). Paulo já havia recebido o Dom da salvação, estava atrá dele. Agora ele estava focado em também ganhar o Prêmio.

Em 1 Coríntios 9.24-27 ele explicou a diferença em maiores detalhes. Você sabia que em uma corrida todos os corredores correm, mas somente um ganha o prêmio? Corra de forma a alcançar o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a trinamentos estritos. Eles fazem isso para alcançar uma corôa que não durará; mas nós o fazemos por uma corôa que durará para sempre.

Nenhum atleta olímpico estava satisfeito em somente se qulificar para participardos jogos. Todos queriam ganhar a coroa da vitória. Da mesma forma, nós não deveríamos ficar satisfeitos em receber o Dom da salvação. Devemos agora viver nossas vidas como crentes de forma a também ganhar o Prêmio.

A Bíblia chama alguns desses prêmios de corôas, e enquanto a corôa dos atletas logo se deteriorava (ela era um emaranhado de ervas) as corôas que os crentes podem ganhar duram para sempre. Elas valem alguns sacrifícios. É por isso que Paulo falou: Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado (1 Coríntios 9.27). As corôas são identificadas como a Corôa Incorruptível (Eterna) em 1 Coríntios 9.25, a Corôa do Ganhador de Almas em Filipenses 4.1 e 1 Tessalonicenses 2.19, a Corôa da Justiça em 2 Timóteo 4.8, a Corôa da Vida em Tiago 1.12 e Apocalipse 2.10 e a Corôa da Glória em 1 Pedro 5.4.

A diferença entre o Dom e o Prêmio também é vista em 1 Coríntios 3.12-15. E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se a obra que alguém edificou nessa parte permanecer, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá detrimento; mas o tal será salvo, todavia como pelo fogo.

No julgamento dos crentes, a qualidade das nossas obras na terra será testada pelo fogo. Somente obras que sobrevivam ao teste nos trarão uma recompensa. Mas note que mesmo que as nossas obras sejam destruídas pelo fogo, ainda teremos nossa salvação. Por que? Porque é um Dom gratuito, dado por amor, independente de mérito.

O Senhor mencionou outras recompensas também. Em Mateus 6.19-21 ele nos aconselhou, "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração".

Existem coisas que podemos fazer como crentes aqui na terra que farão com que depósitos sejam feitos em nossa conta celestial. Alguns crêem que esta passagem se refira à forma que usamos o dinheiro que nos é dado. O usamos para enriquecer a nós mesmos, acumulando posses que excedem em muito as nossas necessidades? Ou o usamos para avançar a obra do Reino? Aqui está uma dica. Nosso dízimo é o que devemos para Deus. É o que fazemos com o dinheiro que nos resta o que realmente conta. E com a medida que usarmos, nós seremos medidos (Lucas 6.38).

Para resumir, no Novo Testamento há versos como Efésios 1.13-14 que falam sobre União. Há versos como 1 João 1.8-9 que falam sobre Comunhão. Há versos como Efésios 2.8-9 que falam sobre o Dom e há versos como 1 Coríntios 9.24-27 que falam sobre o Prêmio.

Aqueles que destacam a fé, explicam a natureza permanente de nossa união com Deus, e são direcionados para a Eternidade são versos de União. Aqueles que envolvem graça e fé, são versos de Dom. Aqueles que requerem obras e são direcionados para aqualidade de nossas vidas na terra são versos de Comunhão. E aqueles que exigem obras e envolvem recompensas eternas são versos de Prêmio.

Quando você vê as Escrituras dessa perspectiva, todas as aparentes contradições desaparecem e você ão precisa mais imaginar por que Deus parece estar dizendo uma coisa aqui e algo diferente lá. A questão se torna a de identificar corretamente o ponto focal da passagem em particular que você está olhando. Determine o contexto lendo versos ao redor dela, e designe-a a uma das quatro categorias.

Nos Dê Um Exemplo

Hebreus 6.4-6 é uma passagem freqüentemente citada em oposição à Segurança Eterna. A carta inteira é para crentes Judeus que estão sendo tentados a voltar a guardar a Lei, então o contexto é a Nova Aliança versus a Antiga. E no verso 9 o escritor insinua que falando de coisas que acompanham a salvação. Isso nos diz que os versos 4 a 6 não se relacionam com a salvação, mas com coisas que a acompanham. Mais importante, a idéia de que um crente possa fazer alguma coisa para irremediavelmente perder sua salvação está em contradição direta com a claríssima promessa de que o Espírito Santo é selado dentro de nós a partir do primeiro momento de fé até o dia da redenção.

Então do que poderiam esses crentes estar se arriscando a cair devido a seus pecados? Comunhão. E o que os impediria de serem restaurados? A prática dos remédios da Antiga Aliança para o pecado ao invés de invocar 1 João 1.9. Eles estariam relegando a morte do Senhor ao mesmo status que a das ovelhas duas vezes ao dia. A Lei era somente uma sombra das boas coisas por vir, não a realidade propriamente dita. Uma vez que a Realidade apareceu, a sombra não tinha mais efeito. E qual seria a pena? Viver uma vida derrotada, sem produzir fruto, todas as suas obras queimadas no julgamento de 1 Coríntios 3. Mas ainda salvos? Sim. Hebreus 6.4-6 é uma passagem de Comunhão.

Suponha Que Não Há Segurança

Para finalizar, vamos ver a alternativa. Com o que somos confrontados? Se Hebreus 6.4-6, por exemplo, se aplicasse à nossa salvação, então se nós pecarmos após sermos salvos estaremos perdidos para sempre, sem caminho de volta, porque o Senhor teria que ser crucificado novamente para nos resgatar. O Novo Concerto seria pior que o Antigo, não melhor. Eles eram condenados por suas ações. De acordo com Mateus 5, nós seríamos condenados por nossos pensamentos. Ele não podiam matar. Nós não poderíamos sequer ficar bravos. Eles não podiam cometer adultério. Nós não poderiam sequer ter pensamentos lascivos. Pense nisso. Sem raiva, jamais. Sem lascívia, nunca. Sem inveja, jamais. Sem idolatria, nunca. Sem favoritismo ou discriminação, jamais. Sem pensamentos ou atos impuros de qualquer tipo, nunca. São essas as Boas Novas, as incomparáveis riquezas de Sua Graça? Deus se tornou homem e morreu a morte mais dolorosa jamais imaginada somente para colocar Seus filhos em uma posição ainda mais insustentável que antes? Somos salvos pela graça somente para sermos colocados sob os limites de uma lei ainda mais restritiva? Não posso acreditar nisso.

Alguns têm uma visão mais moderada disso dizendo que Deus jamais tomeria de volta o Dom da slavação, mas que nós podemos devolvê-lo. Para justificar essa posição eles põem palavras na boca do Senhor. Quando Ele diz em João 10.28, "ninguém as arrebatará da minha mão" , eles têm que que inserir a frase "senão nós" após "ninguém". O mesmo com Romanos 8.38-39.

"Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor". Eles têm que inserir a frase "senão nós" depois de "outra criatura".

Nenhuma parte dessa defesa da Segurança Eterna pretende justificar o pecado. Como uma indicação por nossa gratidão pelo dom da salvação, os crentes são continuamente admoestados nas Escrituras viver suas vidas de uma forma agradável a Deus. Não para não para ganhá-la ou mantê-la, mas para agradecer ao Senhor por dá-la a nós. E para nos ajudar a fazê-lo, o Espírito Santo veio habitar em nós para nos guiar e dirigir, e para orar por nós. Já que o Espírito de Deus vive em nós não somos mais controlados pela natureza pecaminosa e podemos escolher agradar a Deuspela forma que vivemos. E ainda que o façamos por gratidão pelo Dom que Ele já nos deu, que é a União com Ele, Ele nos abençoa aqui na terra (Comunhão) e na Eternidade (o Prêmio). Selah. 10-07-2006