Amor é Um Verbo

Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela (Efésios 5:25)

Essa ordem é única no sentido de que não tem paralelo nas relações humanas. As esposas não ordenadas a amar seus maridos dessa forma, ou de qualquer outra forma. Os filhos não são ordenados a amar seus pais. Mas os maridos são ordenados a amar suas esposas, e o que mais, esse não é um amor comum, mas um amor extraordinário.Devmos usar o exemplo de Cristo e Sua Igreja como padrão. Pense nisso. O Senhor desceu de Seu trono, se confinou em um coropo humano e ofereceu esse corpo como um dom de amor à Igreja. Não porque a Igreja tenha feito algo para merecer, mas para que a Igreja pudesse ver a extensão do Seu amor.

A Igreja é Seu desejo consumidor. Ele viveu para que ela pudesse vir a existir e ser separada. Ele deseja que ela saiba o quanto Ele a ama. Todas as Suas palavras e ações trouxeram a ela honra e expressaram sua devoção por ela. Ele dedicou-Se a Si mesmo a ela e cobriu todas as suas imperfeições com Seu amor. E deu a Sua vida por ela. 

A verdade seja dita, a Igreja raramente, se alguma vez, mereceu ou até mesmo apreciou tal amor. Durante o tempo de vida dos Apóstolos, a Igreja já havia se afastado para um padrão de obras religiosas, renegando seu primeiro amor no processo (Apo 2:4-5).

O Senhor ama a Igreja porque decidiu fazê-lo. Dia após dia, momento a momento, Ele toma uma decisão consciente de amar Sua Igreja. Não somente quando a Igreja tenha feito algo para merecer, mas mesmo quando, como é freqüentemente o caso, a Igreja tenha feito algo que a prove imerecedora. Ele ama a Igreja porque escolheu fazê-lo, independentemente de mérito. Esse é o padrão. 

Vamos Tornar Isso Pessoal
Minha esposa deve ser uma das pessoas mais fáceis de se amar no mundo. Eu sei que muitos de vocês acham isso de suas esposas, mas no meu caso é a verdade. Bel, feliz e enérgica, ela ilumina qualquer lugar em que entre. Quando ela entra em uma sala, homens e mulheres igualmente são naturalmente atraídos para ela. As pessoas olham para nós e vêem o relacionamento que gostariam de ter e freqüentemente me pedem para ensiná-las como ter um casamento tão bom quanto o nosso. Eu não sei o que eu teria feito se tivesse sido chamado a amar alguém que me tratasse da forma como a Igreja trata o Senhor. Eu acho que Ele sabe que eu nunca poderia fazê-lo e e é por isso que me deu Samantha.

Mas recentemente eu descobri quanto de compromisso é necessário para amar até mesmo alguém tão fácil de se amar como ela, e tenho aprendido novamente que amor é um verbo, não somente um sentimento ou emoção. Até mesmo o casamente mais forte pode ficar sob ataque se for negligenciado ou ignorado. Com o nosso ministério requerendo mais e mais tempo e atenção, e com as sempre presentes e sempre crescentes exigências da família, eu decobri que não tenho prestado atenção suficiente à minha principal responsabilidade, amar minha esposa.

Como imagino ser verdade para muitos homens, eu percebi inicialmente o problema quando comecei a sentir falta de amor e afeição dirigidos a mim. Eu descobri que enquanto eu fiquei ocupado com o trabalho ministerial, ela se tornou mais focada em nosso filho de 4 anos. Sem perceber e sem mesmo ter essa intenção, cada um de nós encontrou uma nova fonte de amor. Estávamos vivendo vidas paralelas, ao invés de interconectadas. Os dois não eram mais um só, em violação a Gênesis 2:24. E, acredite ou não, isso aconteceu mesmo sendo o meu escritório em nossa casa e sem nenhum de nós ir a lugar algum, até mesmo comer uma refeição leve, sem o outro. Estamos sempre em grande proximidade, ainda assim dificilmente estávamos juntos. Acredite, é um verdadeiro chamado a acordar perceber que tem ignorado o amor de sua vida. O que eu faria sem ela?

Cultivando um Bom Casamento
Eu acho que um casamento é como uma horta. Se plantar uma horta para seu sustento, você tem que cuidar dela continuamente. Você não pode simplesmente plantar e depois ignorá-la. Faça isso e você terá ervas daninhas ao invés de frutas e verduras suculentas. Deixe até mesmo um pomar frutífero sem atenção por muito tempo e descobrirá que ele também é vulnerável a ataques por predadores que querem roubar os frutos do seu trabalho. E, de vez em quando, uma semente que você não sabia que tinha plantado pode começar a crescer despercebida até que frutifique em algo belo mas venenoso. Todo jardineiro sabe que o trabalho começa antes que qualquer coisa nasça e continua firme até a colheita.

E assim é com o casamento. É um trabalho de amor que começa antes das núpcias e termina quando a morte nos separa. A maioria de nós sabe como fazer a primeira parte muito bem. Isso é chamado noivado. É excitante começar a planejar e se preparar para um futuro juntos, pegando algo que existe somente em nossa imaginação e transformando em realidade. Mas porque fomos ensinados que o objetivo é se casar, é natural parar de prestar tanta atenção logo depois das núpcias. Nós não percebemos que o objetivo real é estar casados. Se trabalhássemos tão duro quanto fizemos para nos casarmos haveriam muitos mais casamentos felizes.

Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. (1 Pedro 3:7)

E conquanto tenhamos sido ensinados que o casamento é a fase estável, permanente de um relacionamento, ele é na verdade muito transitório. Deixado por si só, o casamento é simplesmente a fase entre o noivado e o divórcio. A forma de previnimos isso de se tornar verdade em nosso caso é tomar a decisão diária de ficar tão próximo à fase do noivado do relacionamento quanto possível. Isso significa que ainda encontramos nossas esposas, abrimos a porta para elas, as elogiamos por ses guarda-roupas, compramos coisinhas para elas sem razão alguma, ouvimos o que elas dizem, pedimos a sua opinião e perguntamos qual a preferência delas, passamos tempo de qualidade juntos e de forma geral colocamos suas necessidades acima das nossas. Em outras palavras, as amamos. Isso não somente agrada nossas esposas, mas de acordo com Pedro deixa o Senhor mais atento às nossas orações também. Todos ganham.

Dois Passos Para a Plenitude
O Senhor acusou a igreja de estar tão ocupada fazendo o Seu trabalho que não tinha tempo para Ele. Podemos nos tornar tão ocupados construindo uma vida para nossas esposas que não temos tempo para elas. E eu nunca encontrei um homem que não ficasse perplexo quando sua esposa não aceitasse sua desculpa por ficar tão afastado. "Só estou fazendo isso por nós". Nós não entendemos que enquanto nosso caminho para a plenitude se baseia em realização pessoal, o delas está no relacionamento. Se vamos desistir de nós mesmo por elas, isso significa aplicar nosso necessidade de realização  para construir e manter um ótimo relacionamento. Dessa forma ambos ficaremos felizes.

Obviamente, se você construiu um estilo de vida que requer 2 ou mais fontes de renda para mantê-lo, você está em perigo de trocar amor e respeito de longo prazo por gratificação material de curto prazo. Simplesmente não haverá tempos e energia suficientes para produção de receita e proteção do relacionamento. Essa é outra boa razão para você voltar atrás enquanto tem escolha. Quando os tempos difíceis chegarem, com já dão todas as indicações, você achará muito mais fácil suportar sem um montão de coisas para as quais você não terão tempo de toda forma, do que suportar sem ter alguém que você ama ao seu lado para ajudá-lo. Lembre-se, amor não é simplesmente algo que você sente, é algo que você faz. Amor é um verbo. Selah 07-06-08